Polícia indicia seis suspeitos de usar cultivo de cannabis medicinal para tráfico de maconha
Grupo é suspeito de usar autorização de plantio medicinal para vender drogas por redes sociais e correios para todo o Brasil.
Por Redação Diário Local
Seis pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por suspeita de utilizar o cultivo de cannabis para fins medicinais como fachada para o tráfico de maconha. O grupo é investigado por montar um esquema de venda de entorpecentes por meio de redes sociais e realizar a distribuição via postal para diversos estados brasileiros.
A investigação faz parte da Operação Cannabusiness, que busca desarticular o uso de autorizações legais de cultivo para mascarar a comercialização ilícita de drogas. Os envolvidos podem responder pelos crimes de tráfico de maconha, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo o delegado seccional Everson Contelli, os suspeitos aproveitavam a licença para o plantio medicinal para dar aparência de legalidade à atividade criminosa. O delegado ressaltou que nenhum dos indicados atua como agricultor, o que reforça a tese de que o cultivo era apenas uma estratégia de cobertura.
De acordo com a Polícia Civil, a logística de entrega do grupo utilizava o sistema de postagem para enviar as drogas para compradores em todo o país. O contato com os clientes ocorria majoritariamente através de plataformas digitais.
Um dos acusados envolvidos no esquema reside no bairro Higienópolis, na região de São José do Rio Preto. A identificação do endereço ocorreu durante o desenrolar das investigações da Polícia Civil.
O foco da operação é impedir que mecanismos criados para fins terapêuticos sejam subvertidos para o fortalecimento de redes de criminalidade organizada. O esquema utilizava a facilidade das vendas online para expandir o alcance da distribuição nacional.
Até o momento, a polícia detalhou que o grupo operava de forma coordenada para realizar tanto o plantio quanto a comercialização e o transporte dos materiais. O caso segue sendo apurado para verificar a extensão da rede de distribuição.
A Polícia Civil mantém as investigações para identificar se há outros integrantes ou se o esquema possui ramificações em outras regiões. O indiciamento dos seis suspeitos marca uma etapa importante na tentativa de conter o uso de licenças medicinais para o crime organizado.
