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Belo Horizonte

Família de capitã da PM morta por marido sargento realiza velório nesta quarta em Belo Horizonte

Corpo de Michele Leão Azevedo é velado no bairro São Cristóvão; marido, sargento da PM, foi preso e é investigado por feminicídio

Por Redação Diário Local

O corpo da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo é velado nesta quarta-feira (22), em Belo Horizonte. A cerimônia de despedida teve início às 9h, no bairro São Cristóvão, e o sepultamento está programado para as 16h, no Cemitério da Paz. A cerimônia é restrita a familiares e amigos.

A oficial morreu após sofrer múltiplas lesões pelo corpo. Ela foi levada pelo marido, o sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, ao Hospital Odilon Behrens na noite de segunda-feira (20), mas chegou sem vida à unidade de saúde.

O sargento foi preso em flagrante pelo caso e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A Polícia Civil investiga a morte como feminicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe médica constatou que a morte de Michele ocorreu entre quatro e seis horas antes de ela dar entrada no hospital. Imagens do circuito interno do prédio onde o casal morava mostram o momento em que o sargento carrega a esposa nos ombros até a garagem e a coloca no carro para seguir ao hospital.

Em depoimento, Eduardo afirmou que ele e a esposa participaram de uma confraternização em casa, onde consumiram bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy. Segundo o militar, o casal manteve relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas.

O sargento declarou ainda que a capitã teria caído da escada da residência e recusado atendimento médico antes de ser encontrada sem sinais vitais. A versão é investigada pelas autoridades.

Durante a perícia, policiais apreenderam um cabo de madeira quebrado, encontrado no lixo do prédio, além de roupas de cama que estavam na máquina de lavar. Comprimidos semelhantes a ecstasy, descartados pelo sargento no hospital, também foram recolhidos e passarão por análise pericial.

Histórico do investigado

A Polícia Civil também apura o histórico de Eduardo Abner Pereira de Oliveira. Foram identificados dois boletins de ocorrência registrados por uma ex-companheira em 2016, nos quais ela relatou agressões físicas, ameaças e o descumprimento de uma medida protetiva.

O militar também possui registro de prisão por embriaguez ao volante, ocorrida em 2023, e já recebeu sanções disciplinares ao longo da carreira.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.