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Tragédia Aérea

Famílias das vítimas da queda da Voepass buscam justiça dois anos após tragédia em Vinhedo

Investigação da Polícia Federal indiciou 16 pessoas por falhas de manutenção e omissões que causaram o acidente em Vinhedo (SP)

Por Redação Diário Local

Dois anos após a queda do voo 2283 da Voepass, em Vinhedo (SP), familiares das 62 vítimas da tragédia seguem em busca de justiça e respostas sobre as causas do acidente. A investigação da Polícia Federal (PF) concluiu que o desastre foi resultado de um acúmulo de falhas e omissões envolvendo diversos profissionais da companhia aérea.

O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024 (sábado). Segundo o inquérito da PF, a aeronave possuía falhas recorrentes no sistema de degelo, equipamento essencial para voar em condições de formação de gelo, como as registradas na rota entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP) no dia do ocorrido.

A investigação aponta que o problema era conhecido internamente e foi sucessivamente ignorado ou omitido nos registros de manutenção obrigatórios. Esse cenário teria criado as condições que levaram à perda de controle do avião ATR 72 e à morte de todos os ocupantes.

O que diz a investigação da Polícia Federal?

A Polícia Federal indiciou 16 pessoas, entre funcionários, ex-funcionários e dirigentes, para responder criminalmente por atentado contra a segurança do transporte aéreo, sinistro aéreo com resultado morte e falsidade ideológica. A cadeia de responsabilidades identificada abrange desde pilotos e mecânicos até diretores e o proprietário da empresa.

De acordo com o delegado-chefe da PF em Campinas (SP), André Almeida de Azevedo Ribeiro, a tragédia foi consequência do enfraquecimento das barreiras de segurança. A aeronave foi mantida em serviço mesmo com falhas conhecidas e despachada para uma rota com previsão de gelo severo sem que os problemas fossem corrigidos oficialmente.

A luta das famílias

Para os familiares, o desfecho do inquérito traz um sentimento de avanço na busca por justiça. Adriana Ibba, que é vice-presidente da associação dos familiares das vítimas, relatou que a dor da perda permanece latente e que o trabalho de acompanhamento das autoridades em Campinas (SP) tem sido constante nos últimos dois anos.

Adriana destacou que a expectativa é para que os indiciados sejam responsabilizados. Ela reforçou que a luta não é apenas individual, mas representa as 62 vidas perdidas no acidente ocorrido em agosto de 2024 (sábado).

Posicionamento da empresa

Em nota, a Voepass afirmou que a segurança operacional é sua prioridade e que a companhia segue os protocolos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as certificações internacionais de segurança. A empresa informou que compreende que o relatório da Polícia Federal faz parte da fase investigatória e que aguardará os próximos passos do processo para exercer seu direito de defesa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.