Polícia Federal registra mais de 1,3 mil inquéritos por crimes eleitorais após primeiro turno
Levantamento da Polícia Federal mostra que falsidade ideológica, inscrição fraudulenta e corrupção lideram as investigações no país.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) registrou 1.347 inquéritos policiais e 111 termos circunstanciados relacionados a irregularidades durante o processo eleitoral de 2026. Os dados, consultados nesta terça-feira (06), abrangem ocorrências abertas entre 5 de janeiro e nesta segunda-feira (5), período que inclui o primeiro turno das eleições, ocorrido no domingo (04).
O levantamento aponta que os crimes de falsidade ideológica eleitoral, referentes à inserção de informações falsas ou omissão de declarações em documentos, são os mais frequentes, totalizando 404 registros. A inscrição fraudulenta de eleitor aparece na sequência, com 360 casos, seguida pela corrupção eleitoral, que soma 260 ocorrências.
Outros tipos de crimes registrados incluem violência política contra mulheres (80 casos), apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral (71 casos) e difamação durante a propaganda eleitoral (61 casos).
O que dizem os casos em flagrante?
Quando o recorte considera apenas as situações iniciadas em flagrante, a distribuição das irregularidades apresenta um perfil diferente. Nesse grupo, a corrupção eleitoral — que envolve a oferta ou entrega de vantagem em troca de voto — lidera com 52 registros.
A prática de boca de urna ocupa a segunda posição, com 47 ocorrências. Outras infrações registradas em flagrante incluem a divulgação de propaganda eleitoral no dia da votação (31 casos) e o uso de alto-falantes ou a realização de carreatas e comícios, também proibidos no dia do pleito (19 casos).
Das 340 pessoas conduzidas ao longo do período, 333 foram registradas em procedimentos iniciados via flagrante. A Polícia Militar foi a principal fonte de comunicações desse grupo, com 82 registros, enquanto a Polícia Federal apresentou 39.
Onde as investigações se concentram?
No levantamento geral de casos iniciados, o Rio de Janeiro lidera o ranking com 156 registros. Maranhão aparece em segundo lugar, com 136 casos, seguido pelo Ceará (121) e São Paulo (98).
Já no levantamento focado exclusivamente em flagrantes, a posição de liderança muda: Roraima aparece em primeiro com 21 casos, seguido por Minas Gerais (18) e Rio de Janeiro (14).
A maioria dos inquéritos da Polícia Federal foi aberta por portaria. Dos 1.347 inquéritos registrados, 1.281 foram instaurados dessa forma, enquanto 66 tiveram origem em flagrantes. A Justiça Eleitoral é a principal responsável pelas comunicações nos casos por portaria, com 458 registros.
