Dólar em queda brusca faz Suzano, Embraer e Vale fecharem em baixa no Ibovespa
Queda do dólar, maior desde 2018, impacta empresas com receitas atreladas à moeda americana nesta segunda-feira (5).
Por Redação Diário Local
Sete ações do Ibovespa fecharam a sessão desta segunda-feira (5) em queda, contrariando o desempenho majoritariamente positivo do índice. O recuo de papéis de grandes empresas ocorreu devido à forte desvalorização do dólar, que registrou sua maior baixa diária em mais de oito anos.
A moeda norte-americana recuou 4,1% e fechou cotada a R$ 5. O movimento impactou diretamente companhias com modelos de negócio fortemente correlacionados ao cenário de câmbio, como Suzano (SUZB3), Embraer (EMBJ3) e Vale (VALE3).
De acordo com o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, a Suzano amargou perdas por possuir receita em dólares. Em um momento de queda acentuada da moeda frente ao real, o desempenho desses ativos tende a ser pressionado negativamente.
O mercado financeiro reagiu às expectativas geradas pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Para o economista e fundador da Boa Brasil Capital, Marcelo Bassani, a queda do dólar é reflexo da dinâmica de oferta e demanda pela própria moeda.
A expectativa de que uma eventual troca na liderança da presidência resulte em um controle fiscal mais ajustado tem animado investidores. Esse cenário estimula o aporte de capital no Brasil, fator que contribui para a valorização do real e a queda da moeda estrangeira.
O banco JPMorgan divulgou uma análise indicando que o resultado do pleito pode provocar uma forte reprecificação dos ativos brasileiros. Segundo a instituição, há um potencial de alta de até 11% para as ações no curto prazo.
A projeção da análise também aponta que a tendência de queda do dólar deve ser mantida no mercado. O movimento reflete o novo posicionamento dos investidores diante do cenário político e fiscal do país.
O desempenho das empresas exportadoras seguiu o caminho inverso do índice principal nesta sessão, evidenciando a sensibilidade dos papéis de commodities e de setores globais à volatilidade cambial ocorrida nesta segunda-feira (5).
