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Economia

Ações de varejo e consumo saltam mais de 20% após resultado do primeiro turno das eleições

Papéis de empresas como Magazine Luiza e Localiza registram fortes ganhos nesta segunda-feira (5) com a queda nas taxas de juros.

Por Redação Diário Local

As ações de empresas sensíveis a juros registraram fortes ganhos nesta segunda-feira (5), impulsionadas pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Papéis de setores como varejo, consumo e logística apresentaram altas superiores a 20% logo no início da sessão da Bolsa brasileira.

O movimento de alta ocorre após o desempenho do senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno, que superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a percepção de que o cenário pode favorecer o ajuste das contas públicas e o controle fiscal, os investidores reagiram com euforia, provocando uma queda nas taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DI).

Entre os ativos que mais se destacaram, a Magazine Luiza registrou alta de 24,18%, seguida pela Cosan, com 23,79%, a Vamos, com 21,31%, e a Localiza, com 20,68%. Outras empresas, como Assaí, Lojas Renner, Smart Fit, MRV, Cyrela, Hapvida e Azzas, também registraram valorizações acima de 10%.

Como os juros impactam as ações?

A euforia do mercado está diretamente ligada à redução das taxas de juros projetadas nos contratos de DI. Segundo o mercado, o resultado eleitoral traz para o centro do debate a política fiscal, o que pode reduzir os prêmios de risco, especialmente nos contratos de longo prazo.

No curto prazo, a redução das taxas reflete a percepção de que, caso haja uma mudança na condução econômica, o Banco Central poderá ampliar os cortes na taxa básica de juros (Selic). Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

Analistas do JPMorgan apontaram que uma redução de 100 pontos-base na Selic teria impactos significativos nos lucros projetados. Para a Magazine Luiza, o efeito poderia elevar o lucro projetado para 2028 em aproximadamente 10%, enquanto para o Assaí o impacto seria de cerca de 5%.

O que dizem sobre as incorporadoras?

O setor de construção civil também recebeu atenção especial. O JPMorgan elevou a recomendação para as empresas Cyrela e Eztec, mudando o status para "overweight" (equivalente à compra). A análise sugere que o segmento de média e alta renda pode se beneficiar da queda das taxas de longo prazo e da redução do risco macroeconômico.

Para a Cyrela, o banco estabeleceu um preço-alvo de R$ 34,50 para dezembro de 2027, indicando um potencial de valorização de 23%. Já para a Eztec, o preço-alvo projetado é de R$ 19, representando um potencial de alta de 30%.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.