Consumo de energia sobe 14% no Distrito Federal em setembro devido ao calor
Neoenergia aponta que o uso de aparelhos de climatização e as altas temperaturas elevaram o valor das faturas na capital.
Por Redação Diário Local
O consumo de energia elétrica no Distrito Federal subiu, em média, 14% em setembro, segundo informações da Neoenergia. O aumento é uma consequência direta do calor intenso e do uso prolongado de aparelhos de climatização, como ar-condicionado e climatizadores.
Na última segunda-feira (29), a capital registrou o maior índice de calor de setembro, com termômetros atingindo 35,5 ºC, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O clima seco também é um fator relevante, com alerta de baixa umidade relativa do ar em 12% nesta quarta-feira (30).
Apesar da explicação da distribuidora, moradores relatam dificuldades com a cobrança. Em relatos de consumidores, faturas que possuíam um valor médio de R$ 250 subiram para R$ 612 este mês, mesmo em residências que não utilizam aparelhos de ar-condicionado.
Como reduzir o consumo de energia?
Para controlar o gasto com eletricidade durante períodos de altas temperaturas, a Neoenergia recomenda manter o ar-condicionado entre as temperaturas de 23 ºC e 25 ºC. O uso do desligamento automático, a manutenção da limpeza dos filtros e o fechamento de portas e janelas enquanto o aparelho estiver ligado também são orientações para evitar desperdícios.
No caso do chuveiro elétrico, a orientação é utilizar a opção de verão ou mantê-lo desligado, o que pode reduzir o gasto em até 30%. Além disso, recomenda-se reduzir o tempo de banho e priorizar o uso de lâmpadas LED e da luz natural sempre que possível.
Em relação aos eletrodomésticos, a companhia sugere manter a geladeira longe de fontes de calor e evitar o armazenamento de alimentos quentes. Na hora de adquirir novos aparelhos climatizadores, a recomendação é priorizar modelos que possuam o Selo Procel de eficiência energética.
Mudança na bandeira tarifária
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que, a partir de outubro, será adotada a bandeira verde. A mudança ocorre devido às condições favoráveis para a geração de energia no país, o que não acrescentará custos adicionais nas tarifas.
A Aneel ressalta, porém, que a adoção da bandeira verde representa um alívio, mas não garante uma redução automática no valor da conta, uma vez que o custo final permanece diretamente relacionado ao padrão de consumo de cada usuário.
