Trabalhadores dos Correios encerram greve após 15 dias de paralisação
Decisão do Tribunal Superior do Trabalho definiu reajuste salarial de 4,09% e o retorno às atividades nesta quinta-feira (24).
Por Redação Diário Local
Os trabalhadores dos Correios encerraram a greve após 15 dias de paralisação e retornaram às atividades na noite desta quinta-feira (24). O encerramento do movimento ocorreu após determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou a greve não abusiva e definiu a compensação dos dias parados.
O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba (Sintect-SP) informou que o retorno às funções aconteceu às 22h. A decisão foi comunicada após assembleia realizada pela categoria na noite de quinta-feira (24).
No julgamento do dissídio, o TST estabeleceu um reajuste salarial de 4,09% e a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo. O sindicato afirmou que aguarda a publicação oficial do acórdão para apresentar o conteúdo completo da decisão aos trabalhadores.
Entre os temas tratados no julgamento está o plano de saúde, apontado como um dos pontos centrais da Campanha Salarial 2026/2027. Segundo o Sintect-SP, a categoria decidirá sobre o cumprimento dos termos assim que o documento for disponibilizado.
A assembleia foi conduzida pelo vice-presidente do Sintect-SP, Rogério Bueno, e pelo secretário-geral, Ricardo Adriane. Em nota, Bueno destacou a disposição da categoria em defender direitos e afirmou que o sindicato segue organizado para acompanhar o cumprimento do que foi definido pela Justiça.
O movimento de paralisação aconteceu em um período de resultados financeiros negativos para a estatal. No primeiro semestre de 2026, os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões, um aumento de 30,36% frente aos R$ 4,26 bilhões reportados no mesmo período de 2025.
Ao analisar o segundo trimestre de 2026, o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões. O valor representa uma queda de 5,5% em comparação ao segundo trimestre de 2025, quando o resultado negativo foi de R$ 2,53 bilhões, e uma redução de 24,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026 (R$ 3,16 bilhões).
Para mitigar os impactos das paralisações no serviço de entregas e no atendimento ao público, a estatal havia ativado um Plano de Continuidade de Negócios. A estratégia previa o remanejamento de pessoal e o reforço das atividades operacionais durante o período de greve.
