Dólar cai mais de 4% e registra R$ 4,98 após resultado do primeiro turno das eleições
Moeda americana opera com forte baixa nesta segunda-feira (5) após Flávio Bolsonaro liderar o primeiro turno das eleições presidenciais.
Por Redação Diário Local
O dólar à vista opera com forte queda frente ao real nesta segunda-feira (5) após a repercussão do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Por volta das 9h09, a moeda americana registrava desvalorização de 4,44%, sendo negociada a R$ 4,985 na venda.
O recuo da moeda ocorre em resposta à liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) no pleito, resultado que contrariou a maior parte das pesquisas divulgadas na reta final da campanha. O cenário eleitoral gerou movimentação imediata nos mercados financeiros.
O dólar futuro para novembro — o contrato mais negociado no Brasil — também apresentava recuo de 4,38% na B3, cotado a R$ 5,023. O movimento de queda nos índices acompanha o desempenho de ativos relacionados ao Brasil no exterior, como o ETF EWZ, que registrou salto de 11%.
Nos dados apurados do primeiro turno, Flávio Bolsonaro liderou a votação com 47,03% dos votos válidos. O candidato Lula somou 45,16%, o que representa uma vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos para o senador.
Resultados e declarações dos candidatos
Em discurso após a apuração, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o resultado das urnas marca o fim da era do PT no governo. O candidato também se comprometeu com o fim da reeleição caso seja eleito para o próximo mandato.
Bolsonaro declarou ainda que precisará de apenas um mandato para resolver os problemas enfrentados pelo país. A fala ocorreu logo após a confirmação da vantagem numérica obtida nas urnas eletrônicas.
Por outro lado, o candidato Lula buscou injetar ânimo entre seus apoiadores diante do cenário de derrota no primeiro turno. Ele prometeu o início imediato de uma nova campanha para tentar reverter o resultado na votação decisiva.
A segunda etapa da eleição presidencial está marcada para o dia 25 de outubro (25). O mercado financeiro segue monitorando as movimentações políticas que podem influenciar a volatilidade dos ativos e do câmbio.
