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Economia

Atividade econômica da Argentina recua 2,9% em julho e registra maior queda mensal desde a pandemia

Indicador Emae registrou maior retração mensal desde o início da pandemia e a taxa de pobreza subiu para 32,3% no primeiro semestre.

Por Redação Diário Local

A atividade econômica da Argentina registrou em julho a maior queda mensal desde o início da pandemia de covid-19. O indicador recuou 2,9% em relação a junho, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

O resultado representa um recuo no Estimador Mensal de Atividade Econômica (Emae), que havia registrado crescimento de 3,1% em junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice caiu 1,4%.

Apesar da retração recente, a economia argentina ainda acumula crescimento de 1,7% nos primeiros sete meses de 2026, o que sinaliza uma desaceleração em relação ao acumulado até junho.

Quais setores tiveram queda?

Dos 15 setores que compõem o Emae, oito apresentaram recuo na comparação anual. Os principais destaques negativos foram o comércio atacadista, varejista e reparações, com queda de 5,1%, seguido pela indústria de transformação (-4,6%) e construção (-3,3%).

Outros setores com retração foram a intermediação financeira (-3%) e os transportes e comunicações (-1,5%). Segundo o Indec, o comércio e a indústria, somados, retiraram 1,3 ponto percentual da variação anual do indicador.

Por outro lado, sete setores registraram crescimento. A pesca teve o maior salto, com alta de 424,5%, seguida pela mineração (+8,4%) e pela agropecuária (+0,7%).

O que causou a retração em julho?

O ministro da Economia, Luis Caputo, atribuiu o resultado de julho a diferentes choques transitórios que afetaram diversos setores. Entre os fatores citados estão a menor disponibilidade de gás para a indústria de transformação e condições climáticas, como chuvas e nevascas acima das médias históricas.

As condições meteorológicas afetaram os setores de construção, mineração e serviços. O ministro também mencionou a redução das horas trabalhadas em alguns setores durante o período da Copa do Mundo.

Cenário da pobreza no país

A divulgação dos dados econômicos também apontou uma alteração no cenário social. A taxa de pobreza na Argentina subiu para 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, ante 28,2% registrados no segundo semestre de 2025.

Segundo a Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), cerca de 15,4 milhões de argentinos vivem na pobreza, o que representa um aumento de 2 milhões de pessoas em relação ao semestre anterior. A alta interrompeu três semestres consecutivos de queda nos índices.

A extrema pobreza também apresentou avanço, passando de 6,3% para 7,5%. O ministro Luis Caputo afirmou que, embora os números tenham subido em relação ao semestre passado, os indicadores ainda mostram melhora quando comparados ao primeiro semestre de 2024, quando a pobreza era de 52,9%.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.