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Educação

Apenas 22% dos brasileiros entre 25 e 64 anos têm ensino superior, aponta OCDE

Dados da OCDE mostram que o índice brasileiro é metade da média de países desenvolvidos e revelam alta evasão no primeiro ano.

Por Redação Diário Local

Apenas 22% dos brasileiros com idade entre 25 e 64 anos possuem formação de nível superior, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O índice, divulgado nesta terça-feira (29), fica abaixo da média de 43% registrada nos países que compõem a organização.

O levantamento faz parte do Panorama da Educação da OCDE de 2026 e revela disparidades entre o Brasil e os países desenvolvidos. Na faixa etária dos jovens de 25 a 34 anos, a taxa de equivalência ao ensino superior no país é de 24%, enquanto a média da organização é de 49%.

Por que ocorre o abandono escolar nas universidades?

O estudo aponta desafios significativos na permanência estudantil. No Brasil, cerca de 25% dos estudantes de cursos de bacharelado abandonam a graduação ainda no primeiro ano. Além disso, apenas 49% dos alunos que ingressam na universidade conseguem concluir o curso até três anos após o período previsto para a formatura.

Em comparação, a taxa de conclusão na média dos países da OCDE é de 70%. A especialista em Políticas Educacionais e presidente do Instituto Salto, Claudia Costin, observa que o Brasil enfrenta um atraso histórico na universalização da educação, tendo concluído o acesso ao ensino fundamental apenas nas últimas décadas do século 20.

Para a especialista, é necessário fortalecer o ensino médio para que os estudantes cheguem às universidades com melhores preparos. Segundo Claudia Costin, o aumento do número de jovens que concluem o ensino médio é positivo, mas o desafio passa por garantir condições para que acompanhem e terminem os cursos superiores.

Qual o impacto do diploma no salário?

A formação superior exerce impacto direto na remuneração dos trabalhadores brasileiros. Segundo os dados, quem possui diploma de nível superior ganha, em média, 148% mais do que os profissionais que concluíram apenas o ensino médio.

Esse diferencial de renda no Brasil é superior à média de 54% registrada nos países da OCDE. Já os trabalhadores que não finalizaram o ensino médio recebem, em média, 75% do valor da renda de quem concluiu o nível médio.

O Panorama da Educação também registrou evolução no ensino técnico. No Brasil, a proporção de estudantes do ensino médio matriculados em programas de formação profissional saltou de 8% para 14% na última década.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.