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Economia

FIIs podem superar número de investidores em ações no futuro, projeta analista

Analista Marcelo Fayh prevê que maturidade do mercado e previsibilidade de renda atrairão mais público para fundos imobiliários.

Por Redação Diário Local

Os fundos imobiliários (FIIs) podem alcançar um número de investidores superior ao do mercado de ações no futuro, de acordo com o analista Marcelo Fayh. O especialista aponta que, embora o setor funcione como instrumento de renda no longo prazo, a indústria ainda passa por um processo de consolidação que gera volatilidade e desafios para diferentes perfis de investidores.

Segundo Fayh, o mercado atravessa uma fase de crescimento acelerado e busca por escala, o que pode trazer efeitos colaterais. O analista observa que, em busca de expansão, alguns fundos podem assumir riscos superiores à disposição de risco dos próprios cotistas para viabilizar o crescimento pretendido pelos gestores.

Para o profissional, os gestores enfrentam um dilema estratégico entre manter um ritmo controlado ou acelerar a expansão para garantir espaço no mercado. Esse movimento de busca por escala pode resultar em "atropelos", em que o nível de risco do fundo acaba se distanciando do perfil de quem busca recorrência.

Essa dinâmica pode ser especialmente desconfortável para quem utiliza os FIIs como fonte de renda mensal. Mudanças de estratégia ou episódios negativos em fundos específicos podem gerar insegurança, levando o investidor a tomar decisões precipitadas em momentos de estresse no mercado.

Como o amadurecimento deve afetar a volatilidade?

A expectativa é que o ritmo de crescimento encontre uma "velocidade de cruzeiro" e se torne mais estável nos próximos anos. Com a maturação da indústria, a tendência é que os movimentos sejam menos bruscos e as estruturas dos fundos se tornem mais previsíveis para o público.

Nesse cenário de maturidade, Fayh projeta um mercado com ativos de maior escala, lastro imobiliário robusto e menor volatilidade. Essa estabilidade deve atrair cada vez mais investidores, impulsionada pela combinação de distribuição recorrente e a previsibilidade da renda mensal.

Qual a recomendação para montar uma carteira?

Ao tratar da construção de portfólio, o analista defende uma estratégia de concentração moderada para evitar a pulverização excessiva. Segundo ele, manter entre 10 e 20 ativos é o número adequado para a maioria dos casos.

A recomendação visa garantir que o investidor consiga acompanhar os ativos sem que as posições fiquem pequenas demais. Para Fayh, ter mais de 20 fundos pode diluir excessivamente os resultados e exigir um esforço de análise que não traz retorno proporcional ao impacto na carteira.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.