Fundo que acompanha Ibovespa sobe 9,4% em Tóquio após resultado de Flávio Bolsonaro no primeiro turno
Ativo negociado na Ásia reagiu ao desempenho da oposição no primeiro turno, elevando as expectativas de ajuste fiscal no Brasil.
Por Redação Diário Local
Um fundo negociado na bolsa de Tóquio, no Japão, que acompanha o desempenho do Ibovespa registrou alta de 9,40% nesta segunda-feira (5). O movimento do ETF Nomura NF Ibovespa Link ocorreu após a observação da liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições.
A cotação de 322 ienes foi registrada às 9h45 do horário local nesta segunda-feira (5). O horário equivale às 21h45 de domingo no horário de Brasília.
A reação dos investidores no mercado asiático antecipa parte da expectativa do mercado financeiro para a abertura dos negócios no Brasil nesta segunda-feira (5). O ativo funciona como um fundo negociado em bolsa que acompanha o desempenho do principal índice do mercado acionário brasileiro.
A disparada do ETF reflete a leitura de investidores de que o resultado do primeiro turno elevou as chances de vitória da oposição na disputa presidencial. O movimento no exterior indica uma movimentação de capital baseada no cenário político nacional.
Para analistas do mercado, o resultado das urnas gerou a expectativa de uma eventual mudança na condução da política econômica do país. O foco principal dos investidores estaria no reforço do ajuste fiscal.
Com base nesse cenário, o mercado financeiro projeta uma valorização das ações brasileiras. Além disso, há uma expectativa de queda no valor do dólar e dos juros futuros no Brasil.
Como funciona o ativo em Tóquio?
O ETF (Exchange Traded Fund) japonês possui uma carteira baseada em ações que compõem o índice Ibovespa. Por ser um fundo negociado em bolsa, ele busca replicar o comportamento das principais empresas brasileiras.
O produto financeiro permite que investidores na Ásia tenham exposição direta ao mercado de capitais do Brasil. Por isso, a volatilidade política brasileira impacta diretamente o preço do fundo no Japão.
A composição do ativo é liderada pela Vale, que detém 11,8% de participação na carteira. A mineradora é a maior influência sobre o desempenho do fundo.
Em seguida, aparecem instituições do setor bancário com participações expressivas. O Itaú Unibanco possui 8,5% de composição no ETF.
A Petrobras também tem peso relevante no ativo. A estatal aparece com 6,1% por meio de suas ações preferenciais (PN) e 4,4% por meio das ações ordinárias (ON).
O Bradesco figura como um dos principais componentes, com 4% de participação. A diversificação do fundo também abrange outros setores da economia brasileira.
Entre os dez principais ativos que compõem o ETF, estão empresas como a Axia e a B3. O fundo também inclui participações na Sabesp, no BTG Pactual e na Itaúsa.
O desempenho desse fundo em Tóquio serve como um termômetro para o que deve ocorrer nas bolsas brasileiras ao longo do dia nesta segunda-feira (5).
