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Economia

Gastos com pessoal em Mato Grosso do Sul atingem R$ 10,8 bilhões e pressionam orçamento

Despesa com folha de pagamento representa 47,02% da receita líquida ajustada, superando limites de alerta e prudencial do estado.

Por Redação Diário Local

A despesa com pessoal em Mato Grosso do Sul atingiu R$ 10,865 bilhões nos últimos 12 meses, o que pressiona o orçamento estadual e limita a capacidade de investimento do próximo governo. O montante corresponde a 47,02% da receita corrente líquida ajustada, de R$ 23,109 bilhões, situando o estado acima dos limites de alerta (44,10%) e prudencial (46,55%) da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Embora o valor ainda esteja abaixo do teto legal de 49%, a margem estreita exige cautela na gestão das contas públicas. O cenário impõe o desafio de equilibrar o pagamento da folha de pessoal com a necessidade de ampliar recursos para áreas como infraestrutura, saúde e educação.

O balanço fiscal referente aos primeiros oito meses de 2026 reforça o cenário de pressão sobre o caixa do estado. Nesse período, as receitas somaram R$ 17,9 bilhões, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 17,5 bilhões.

Dentro desse fluxo, o gasto informado com a folha de pagamento foi de R$ 10,03 bilhões, enquanto o volume destinado a investimentos somou R$ 1,6 bilhão. Os dados mostram a predominância de gastos na manutenção da estrutura administrativa frente aos recursos aplicados em novas obras.

Como está a estrutura de servidores do estado?

Mato Grosso do Sul possui cerca de 88 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas para atender uma população de mais de 2,9 milhões de habitantes. Esse contingente inclui profissionais de áreas essenciais, como professores, policiais e equipes de saúde.

A gestão do orçamento precisa considerar que as aposentadorias e pensões são obrigações que o Estado deve honrar. O desafio consiste em identificar onde há excessos, como em cargos comissionados, funções sobrepostas ou estruturas administrativas dispensáveis, sem realizar cortes que prejudiquem o atendimento direto ao cidadão.

Quais são os riscos para o próximo mandato?

A sustentabilidade das despesas permanentes depende de receitas que consigam mantê-las ao longo do tempo, evitando a vulnerabilidade do estado em momentos de desaceleração econômica. A dependência de cenários de arrecadação sempre favoráveis pode comprometer o planejamento de longo prazo.

O planejamento para a próxima gestão exige que propostas de investimentos em hospitais, moradias e estradas venham acompanhadas de metas, prazos e fontes de financiamento claras. O objetivo é garantir que o aumento de compromissos não ultrapasse a capacidade real de entrega do orçamento estadual.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.