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Dono da Havan visita presidente do Paraguai e avalia abrir lojas no país

Empresário se reuniu com Santiago Peña em Assunção e analisa plano de negócios; rede já produz lençóis e toalhas no país via maquiladoras.

Por Diário Local

O dono da rede Havan, Luciano Hang, visitou nesta quinta-feira (2 de julho) o presidente do Paraguai, Santiago Peña, em Assunção. O encontro faz parte de uma agenda de expansão internacional da marca, com Hang acompanhado de diretores e assessores.

A pauta principal foi a análise de viabilidade para a abertura de lojas próprias da Havan no país vizinho. Segundo o presidente paraguaio, Hang percorreu a capital durante os 2 dias em que esteve no Paraguai, visitou o Palácio de López e se inteirou da dinâmica comercial local.

A Havan já mantém vínculos comerciais com o Paraguai. Parte da produção de lençóis, toalhas e outros artigos é feita por maquiladoras — empresas estrangeiras que fabricam no território paraguaio com regime tributário especial.

Peña destacou que o interesse de grandes grupos econômicos internacionais demonstra que o país está no caminho certo. "Continuaremos trabalhando para atrair investimentos que se traduzam em mais e melhores empregos para os paraguaios", afirmou o presidente.

Hang, por sua vez, elogiou o ambiente econômico do Paraguai. Em sua avaliação, o país vive um momento de transformação, com impostos baixos, liberdade econômica, contas equilibradas e estímulo ao empreendedorismo. O empresário também destacou o perfil cultural local, que "preserva valores como família, trabalho e responsabilidade", criando um "ambiente de estabilidade e confiança".

O Paraguai atrai empresas estrangeiras desde 2007 sob a Lei de Maquila. Segundo levantamento com base em dados do governo paraguaio, 232 empresas brasileiras se instalaram no país sob esse regime. Dessas, 70% das mais de 320 maquiladoras estrangeiras são brasileiras.

A principal vantagem é a baixa carga tributária. Fábricas sob o regime de maquila têm impostos e encargos trabalhistas totais de 12%, em média, contra 80% no Brasil. Além disso, um funcionário contratado formalmente no Paraguai custa de 30% a 40% menos que um empregado sob as regras da CLT no Brasil, embora o salário-mínimo paraguaio seja maior (2,9 milhões guaranis, cerca de R$ 2.300 a R$ 2.400, contra R$ 1.621 no Brasil).

O Código Laboral do Paraguai é mais flexível que a CLT brasileira e prioriza a competitividade e atração de negócios. A carga horária de trabalho semanal é de 48 horas no Paraguai, contra 44 horas semanais no Brasil.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.