Ibovespa pode ter oscilações intensas com proximidade das eleições no próximo domingo (4)
Proximidade do primeiro turno eleitoral pode aumentar a volatilidade e a cautela dos investidores no Brasil.
Por Redação Diário Local
A proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4), deve elevar a cautela dos investidores e aumentar a volatilidade nos mercados financeiros no Brasil. O cenário eleitoral pode servir como um gatilho para encerrar o movimento de lateralização do Ibovespa, cuja direção dependerá da reação do mercado ao resultado das urnas.
O índice brasileiro registrou recuo de 0,95% na última semana, fechando aos 183.476 pontos. Com esse desempenho, o Ibovespa completou o segundo período consecutivo de queda e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.
O enfraquecimento no curto prazo exige atenção para a possibilidade de continuidade da pressão vendedora. Apesar da correção recente, o movimento de longo prazo ainda reflete a recuperação iniciada após o índice atingir os 164.835 pontos.
Em 2026, o Ibovespa acumula, até o momento, uma valorização de 13,87%, embora o ganho esteja abaixo dos mais de 23% alcançados no topo do ano. O Índice de Força Relativa (IFR) permanece em zona neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
O que esperar do Ibovespa?
Para que o fluxo de compra retome força, o mercado observa a necessidade de o índice superar a resistência de 189.487 pontos. Caso consiga ultrapassar esse nível, os próximos alvos técnicos aparecem em 192.890 pontos e, posteriormente, na máxima histórica de 199.354 pontos.
Por outro lado, o monitoramento do lado vendedor foca nos suportes de 183.240 e 178.000 pontos. Se essas faixas forem perdidas, a correção pode se estender para patamares mais baixos, com objetivos em 177.300 e 164.835 pontos.
Em um movimento de correção ainda mais extenso, o índice pode buscar os níveis de 161.745 e 153.570 pontos. Caso a queda se aprofunde, há projeções para o patamar de 147.575 pontos.
Como está o dólar?
O dólar futuro encerrou a última semana com alta de 0,62%, cotado a 5.189,5 pontos. O contrato negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, aproximando-se da média de 200 períodos, que atua como uma resistência importante.
Para retomar o movimento de baixa, o mercado projeta a necessidade de o contrato perder os suportes em 5.156 e 5.093,5 pontos. Abaixo dessa região, os próximos alvos técnicos aparecem em 5.046 e 4.992 pontos.
No sentido contrário, o prolongamento do fluxo comprador dependerá da superação das resistências em 5.234 e 5.268,5 pontos. Acima dessas marcas, os objetivos apontam para 5.446 e 5.614 pontos.
O que acontece com o Bitcoin?
No mercado de criptoativos, o Bitcoin atravessa um movimento de correção após alcançar a marca de US$ 87.395. O ativo chegou a superar os US$ 87.000 com volume, mas perdeu força logo em seguida.
Apesar da realização de lucros recente, a criptomoeda permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e do nível de US$ 80.000. Essa configuração preserva uma estrutura técnica favorável para o curto prazo.
Para retomar o movimento de alta, o Bitcoin precisa superar a resistência de US$ 87.395. Caso esse nível seja rompido, os próximos alvos de preço estão em US$ 91.225 e, posteriormente, na marca de US$ 100.000.
Cenário no mercado externo
No exterior, os índices americanos apresentaram desempenho positivo na última semana. A Nasdaq renovou sua máxima histórica ao atingir 27.288 pontos, acumulando alta de 2,65% no mês de setembro.
O S&P 500 também avançou 1,13%, completando duas semanas seguidas de valorização. O índice está cotado a 7.742 pontos, operando próximo da máxima histórica de 7.815 pontos e mantendo uma estrutura de alta.
