Ibovespa sobe 1% nesta quarta-feira (30) impulsionado por dados de inflação nos EUA
Bolsa brasileira encerra o mês de setembro com alta acumulada superior a 3% após divulgação de inflação nos Estados Unidos.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa registrava alta de 1,07%, aos 185.781 pontos, nesta quarta-feira (30), durante a última sessão do mês de setembro. O desempenho ocorre em um cenário de mudanças na percepção dos investidores sobre inflação, juros e risco.
Com o movimento nesta quarta-feira (30), o índice acumula alta superior a 3% no mês de setembro. O mercado reagiu positivamente ao dado de inflação divulgado nos Estados Unidos, que veio abaixo das expectativas para o índice PCE, reduzindo parte da pressão por um aumento imediato nas taxas de juros norte-americanas.
Apesar do alívio, o ambiente de investimentos internacionais exige atenção. A inflação nos Estados Unidos permanece acima da meta estabelecida pelo Federal Reserve e os juros dos títulos públicos (Treasuries) seguem em níveis elevados.
O que aconteceu nos Estados Unidos?
Além do dado de inflação, outros indicadores americanos influenciaram o mercado. A terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) mostrou crescimento anualizado de 2,2% no segundo trimestre, superando a estimativa anterior de 1,5%.
No mercado de trabalho, o levantamento da ADP apontou a criação de 90 mil vagas privadas em setembro, após o registro de 36 mil vagas em agosto. A combinação de uma inflação mais fraca com a resistência na atividade e no emprego pode gerar novas oscilações tanto em títulos públicos quanto em bolsas locais e mundiais.
Como está o cenário fiscal no Brasil?
No cenário doméstico, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 10,012 bilhões em agosto. No acumulado de doze meses, o resultado negativo somou R$ 82,077 bilhões, o que representa 0,62% do Produto Interno Bruto (PIB).
A dívida bruta brasileira atingiu 82,9% da economia. O nível da dívida é um ponto central nas avaliações de investidores sobre os juros futuros e o resultado fiscal brasileiro.
No câmbio, o dólar perdeu força frente ao real após a divulgação da inflação nos Estados Unidos, mas o movimento é monitorado com cautela, dado que a atividade econômica e a criação de empregos nos EUA permanecem fortes, o que pode limitar reduções mais expressivas nos juros americanos.
