Ibovespa fecha em alta de 1,37% e dólar recua para R$ 5,17 nesta quarta-feira (30)
Principal índice da Bolsa fechou aos 186.340 pontos; queda do dólar ocorre após dados de inflação nos EUA vierem abaixo do esperado.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta de 1,37% nesta quarta-feira (30), aos 186.340,45 pontos. O otimismo no mercado foi impulsionado pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que vieram abaixo das projeções.
O dólar comercial acompanhou o movimento de valorização dos ativos de risco e recuou 0,81%, encerrando o dia cotado a R$ 5,174. Com o resultado, a moeda registrou sua segunda queda consecutiva frente ao real.
Na terça-feira (29), o dólar havia fechado o pregão na casa dos R$ 5,217. A desvalorização da moeda norte-americana ocorre em um contexto de dados econômicos favoráveis vindos do exterior.
Inflação e PIB nos Estados Unidos
O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), que mede a inflação nos Estados Unidos, subiu 3,4% em 12 meses até agosto. O dado influenciou o apetite por ativos brasileiros.
O núcleo do PCE, que exclui os preços de alimentos e energia, avançou 0,2% em agosto na comparação com julho. Na base anual, a variação do componente núcleo ficou em 3,0%.
Além da inflação, o cenário macroeconômico norte-americano apresentou o Produto Interno Bruto (PIB) com crescimento de 2,2% no segundo trimestre. O conjunto dos indicadores norte-americanos moldou o ritmo do mercado financeiro nesta quarta-feira (30).
Desempenho acumulado e cenário fiscal
Com o fechamento de hoje, o Ibovespa encerra o mês de setembro com uma valorização de 5,03%, consolidando o seu melhor desempenho mensal desde janeiro de 2026. No terceiro trimestre, o índice acumulou alta de 8,32%.
Ao longo do ano de 2026, a Bolsa brasileira já soma ganhos de 15,65%. No recorte semanal, o principal indicador de desempenho da B3 subiu 1,56%.
No campo das contas públicas no Brasil, o Banco Central (BC) informou que a dívida bruta do setor público atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto. O patamar é superior aos 82,6% registrados em julho.
