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Economia

Ibovespa sobe 5,03% em setembro e registra maior alta mensal desde janeiro

Índice avançou 1,37% nesta quarta-feira (30) e foi impulsionado pela expectativa de juros menores e pela aproximação das eleições.

Por Redação Diário Local

O Ibovespa encerrou o mês de setembro com uma valorização de 5,03%, a maior alta mensal registrada desde janeiro de 2026. O desempenho foi sustentado pela expectativa de redução dos juros no Brasil e por mudanças na percepção dos investidores sobre os riscos do cenário doméstico.

Nesta quarta-feira (30), último pregão do mês, o índice avançou 1,37% e fechou aos 186.340,46 pontos. No mesmo período, o dólar recuou 0,69%, cotado a R$ 5,18, o que contribuiu para o ganho dos ativos brasileiros ao longo do mês.

A trajetória de alta foi influenciada pela desinflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, divulgado em 11 de setembro (11), registrou deflação de 0,32%, puxada pelos preços de alimentos e energia elétrica. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,22%.

O cenário de queda de juros também foi impulsionado pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). No dia 16 de setembro (16), a taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, caindo para 13,75% ao ano, o que representou o quinto corte consecutivo.

A redução do custo do dinheiro beneficiou setores sensíveis aos juros, como varejo e locação. Entre as empresas com melhor desempenho no mês estiveram Magazine Luiza (MGLU3), Vamos (VAMO3), Assaí (ASAI3) e Localiza (RENT3).

Como as eleições influenciaram o mercado?

A aproximação das eleições presidenciais tornou os ativos mais sensíveis às pesquisas eleitorais durante o mês. Ao longo de setembro, o mercado reagiu de forma mais direta aos levantamentos que indicavam um cenário competitivo para o primeiro turno.

A resposta dos ativos ao resultado eleitoral deve depender da percepção do mercado sobre as implicações políticas para a política fiscal, inflação e crescimento econômico. Especialistas apontam que a estabilidade das contas públicas será determinante para o comportamento dos juros de médio e longo prazo.

Outro fator de monitoramento é o preço do petróleo Brent, que ultrapassou os US$ 100 por barril. O movimento traz um efeito ambíguo: enquanto pode beneficiar produtoras como a Petrobras (PETR4), o preço elevado do barril aumenta o risco inflacionário e pode dificultar novos cortes na Selic.

Quais são os desafios para outubro?

O início de outubro coloca a política no centro da precificação dos ativos. O comportamento do dólar, da curva de juros e do Ibovespa no quarto trimestre dependerá do equilíbrio entre as expectativas fiscais e a clareza do cenário eleitoral.

Uma melhora nas contas públicas e a manutenção de uma inflação mais baixa podem reduzir o prêmio de risco e impulsionar a Bolsa. Por outro lado, uma deterioração fiscal ou incertezas eleitorais podem elevar os juros e o câmbio, pressionando os ativos brasileiros.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.