Equilíbrio fiscal e infraestrutura favorecem novos investimentos no Espírito Santo, diz presidente do Ibef-ES
Alecsandro Casassi, presidente do Ibef-ES, aponta estabilidade fiscal e investimentos em infraestrutura como diferenciais do estado.
Por Redação Diário Local
O equilíbrio fiscal, os investimentos em infraestrutura e a articulação entre o poder público e a iniciativa privada têm colocado o Espírito Santo em uma posição favorável para atrair novos projetos empresariais. A avaliação é de Alecsandro Casassi, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES).
Segundo Casassi, o ambiente de negócios no estado favorece o desenvolvimento de projetos devido à estabilidade institucional e à previsibilidade gerada pelo planejamento de longo prazo. Ele destacou que o interesse de empresas estrangeiras, como a GWM, reflete a confiança no cenário local.
A empresa mencionada projeta um investimento de aproximadamente R$ 5 bilhões no estado, um processo que, segundo o presidente do Ibef-ES, levou cerca de 14 meses entre a decisão e o anúncio, um período considerado curto para projetos dessa magnitude no Brasil.
Quais são as vantagens para atrair negócios?
Para o executivo, o Espírito Santo possui vantagens estratégicas, como a proximidade com grandes centros consumidores e uma cadeia produtiva condensada, o que ajuda a reduzir custos operacionais. A localização do estado também facilita a logística, funcionando como porta de entrada e saída de mercadorias.
A infraestrutura é um ponto central. A integração de diferentes modais e a presença de portos próximos às áreas industriais podem diminuir os custos de transporte para empresas que dependem de componentes importados. Além disso, a estabilidade fiscal é um diferencial: desde 2011, o estado mantém as contas em dia e possui nota A no Tesouro Nacional.
Quais os desafios e gargalos para a expansão?
Apesar do cenário favorável, Casassi apontou que a conclusão de projetos de infraestrutura é uma prioridade para sustentar o crescimento. Entre as necessidades, destacam-se a duplicação das rodovias BR-101 e BR-262, além de projetos ferroviários mais complexos.
A integração ferroviária é vista como essencial para conectar portos em desenvolvimento, como o Porto Central e o Porto da Imetame, a outros centros logísticos. Outro ponto de atenção mencionado é a necessidade de assegurar uma infraestrutura digital eficiente, dado que o tráfego de informações é vital para os negócios modernos.
O presidente do Ibef-ES ressalta que esses projetos demandam continuidade entre diferentes mandatos governamentais e o trabalho conjunto entre governo, entidades e representantes políticos para garantir a maturação dos investimentos.
