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Economia

IPCA registra deflação de 0,32% em agosto, maior queda do que o previsto pelo mercado

Índice oficial de inflação registrou recuo impulsionado por queda nos preços de habitação, transportes e alimentação.

Por Redação Diário Local

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto de 2026, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11). O resultado ficou acima das expectativas de mercado, que previa uma queda de 0,29% no período.

Na comparação anual, o índice de inflação apresentou alta de 4,22%. O recuo mensal foi impulsionado pelos grupos de habitação, transportes, alimentação e bebidas e comunicação.

O grupo de habitação foi o que apresentou a maior queda, com deflação de 1,87%. Este foi o menor resultado registrado para um mês de agosto desde o início do Plano Real.

O desempenho em habitação foi puxado pela energia elétrica residencial, que recuou 7,63% no mês. A queda ocorreu devido à incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto, em um período em que a bandeira tarifária amarela ainda estava em vigor.

Diversos reajustes tarifários em diferentes estados também influenciaram o setor. Em São Paulo, por exemplo, uma concessionária teve redução de 7,42% nas tarifas, enquanto em Vitória e São Luís os recuos foram de 3,13% e 8,51%, respectivamente.

O setor de transportes também registrou deflação de 0,86%. O movimento foi reflexo da redução de 13,17% nas passagens aéreas e de uma queda de 0,91% nos combustíveis.

Entre os combustíveis, o etanol recuou 3,95%, o óleo diesel caiu 0,80% e a gasolina apresentou redução de 0,59%. Em contrapartida, o gás veicular registrou alta de 2,62%.

O grupo de alimentação e bebidas teve deflação de 0,34%. O recuo foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que caiu 0,61%.

Entre os itens que mais caíram na cesta de alimentos estão a batata-inglesa (-19,89%), a cenoura (-11,22%), a cebola (-11,07%) e o tomate (-10,94%). O ovo de galinha também recuou 4,15%.

No lado das altas em alimentação, destacaram-se o leite longa vida, com 1,78%, as frutas, com 0,84%, e as carnes, com 0,61%. A alimentação fora do domicílio registrou desaceleração no período.

O que impulsionou as altas no mês?

O grupo de despesas pessoais foi o que apresentou a maior variação positiva, com alta de 1,30%. O principal fator de impacto foi o preço do cigarro, que subiu 19,59%.

O aumento do cigarro foi o item de maior impacto positivo no resultado geral do IPCA em agosto, com contribuição de 0,11 ponto percentual.

Dentro do grupo de habitação, o gás encanado também subiu 1,74%. O movimento foi resultado de reajustes tarifários em Curitiba, com alta de 9,89%, e no Rio de Janeiro, com alta de 1,69%.

A taxa de água e esgoto registrou variação de 0,11%. O índice reflete o reajuste de 3,55% aplicado em Salvador, que entrou em vigor em julho.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.