Diário Local
Economia

Desemprego no Espírito Santo cai para 2,3% e atinge o menor nível da história

Com índice de 2,3%, o Espírito Santo tem a menor taxa de desocupação do Sudeste e o terceiro menor índice do país.

Por Redação Diário Local

A taxa de desemprego no Espírito Santo caiu para 2,3% no segundo trimestre de 2026, o menor índice registrado desde o início da série histórica em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com os números atuais, o estado mantém o posto de menor desemprego da Região Sudeste e ocupa a terceira posição entre as unidades da federação, ficando atrás apenas de Santa Catarina e Mato Grosso. O número de desocupados no estado recuou de 66 mil para 49 mil pessoas no período entre o primeiro e o segundo trimestre.

A força de trabalho capixaba encerrou o segundo trimestre com aproximadamente 2,129 milhões de pessoas. Paralelamente, o número de trabalhadores ocupados subiu para cerca de 2,080 milhões, um aumento de 71 mil pessoas em relação ao primeiro trimestre.

O que dizem os dados sobre a informalidade?

Embora o desemprego tenha atingido um patamar histórico de baixa, a informalidade apresentou crescimento. A taxa de trabalhadores informais subiu de 38,6% para 40% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, atingindo o nível mais alto desde o segundo trimestre de 2022.

O índice de informalidade no Espírito Santo está acima da média nacional, que é de 37,4%. Em termos absolutos, o estado conta com aproximadamente 832 mil trabalhadores informais, o que representa 57 mil pessoas a mais do que no primeiro trimestre do ano.

Criação de empregos formais e setores de destaque

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o Espírito Santo criou 24.177 empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2026. O montante é 16,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025, com um acréscimo de 3.494 postos.

Todos os grandes setores apresentaram saldo positivo de contratações. A agropecuária teve influência das contratações temporárias da safra de café, enquanto a construção civil registrou um crescimento de 73,1% na geração de vagas. Em junho, o estado alcançou 940.383 vínculos formais, alta de 1,9% em relação a junho de 2025.

O setor de serviços concentra 45,4% das vagas formais, seguido pelo comércio, com 25,2%. No âmbito municipal, Vitória liderou a criação de empregos formais no semestre, com 4.182 postos. Em Linhares, a agropecuária somou 1.140 vagas, e em Aracruz, a indústria gerou 1.530 postos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.