Lucro líquido da Vale cai 33,8% no segundo trimestre de 2026
Apesar de aumento na receita, mineradora teve queda no lucro devido ao resultado financeiro negativo e maior carga tributária.
Por Redação Diário Local
A Vale registrou lucro líquido de US$ 1,414 bilhão no segundo trimestre de 2026, o que representa uma queda de 33,8% em comparação aos US$ 2,135 bilhões apurados no mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado pela companhia nesta quinta-feira (30).
O lucro atribuído aos acionistas da empresa recuou 35,1%, passando de US$ 2,117 bilhões para US$ 1,375 bilhão. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido também apresentou baixa de 27,1%, sendo que o resultado anterior havia sido de US$ 1,9 bilhão.
No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, o lucro líquido da mineradora ficou em US$ 3,354 bilhões, uma retração de 5% frente aos US$ 3,531 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025.
Por que o lucro caiu apesar do aumento da receita?
A redução do lucro líquido aconteceu mesmo com o crescimento da receita líquida, que subiu 19,2%, saindo de US$ 8,804 bilhões para US$ 10,498 bilhões. O lucro bruto da Vale também subiu 17,8%, enquanto o lucro operacional cresceu 7,5%.
A queda foi provocada, principalmente, pela deterioração do resultado financeiro e pela reversão de um efeito tributário ocorrido no ano anterior. O resultado financeiro da companhia passou de um saldo positivo de US$ 167 milhões no segundo trimestre de 2025 para uma perda de US$ 473 milhões em 2026, devido ao desempenho de aplicações no mercado de capitais.
No campo dos impostos, a Vale registrou uma despesa de US$ 368 milhões com tributos sobre o lucro. No segundo trimestre de 2025, a empresa havia registrado um benefício tributário de US$ 32 milhões, o que representa uma diferença de US$ 400 milhões entre os períodos.
Gastos com Brumadinho aumentaram
A mineradora também reportou US$ 154 milhões em despesas relacionadas ao rompimento da barragem de Brumadinho. O montante é 63,8% maior do que os US$ 94 milhões contabilizados no segundo trimestre de 2025.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, os gastos afetando o resultado somaram US$ 222 milhões, contra US$ 200 milhões no mesmo período do ano passado. Até o fim de junho, a Vale mantinha US$ 1,774 bilhão em passivos provisionados para obrigações ligadas ao desastre de 2019.
