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Economia

Lula discute com Banco Central proposta de limitar quantidade de cartões de crédito por pessoa

Presidente criticou juros do rotativo e afirmou que governo estuda medida para reduzir o endividamento das famílias.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo discute com o Banco Central uma medida para limitar a quantidade de cartões de crédito concedidos a cada consumidor. O objetivo da proposta é reduzir o nível de endividamento das famílias brasileiras.

A declaração ocorreu durante entrevista concedida nesta quinta-feira (1º). Durante a conversa, o presidente criticou as taxas de juros praticadas no cartão de crédito e questionou a forma como as instituições financeiras ofertam o serviço ao público.

Lula classificou a atual política de oferta de crédito como um "crime". Segundo o presidente, os bancos distribuem cartões de forma indiscriminada, enviando o produto para os clientes sem consultar previamente o interesse ou a necessidade de uso.

O presidente detalhou que o tema está em discussão com a autoridade monetária e antecipou que o governo pretende aplicar restrições. "Nós vamos proibir os bancos de darem mais de um cartão de crédito para as pessoas", declarou o presidente.

Ao comentar os valores cobrados, Lula citou que o custo para o consumidor pode chegar a patamares de 500% ao ano. Ele defendeu a necessidade de uma ação imediata para conter o que classificou como um excesso de cobranças na modalidade.

Como estão os juros do cartão de crédito?

A discussão sobre a limitação de cartões ocorre em um momento de taxas elevadas. Dados divulgados pelo Banco Central (BC) mostram que a taxa média de juros do crédito rotativo do cartão de crédito atingiu 449,4% ao ano em agosto.

O índice reforça que essa é uma das modalidades mais caras de todo o sistema financeiro nacional. O governo busca, com as novas medidas, reduzir a exposição dos consumidores a esses custos e conter o ciclo de endividamento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.