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Economia

Mercado financeiro aguarda payroll e reta final de eleição no último pregão antes das urnas

Investidores monitoram dados de emprego nos EUA e cenário político doméstico antes do primeiro turno das eleições.

Por Redação Diário Local

O mercado financeiro brasileiro inicia nesta sexta-feira (2) o último pregão antes do primeiro turno das eleições, sob forte expectativa por dados econômicos globais e definições políticas domésticas. Os investidores acompanham a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) e o ajuste de posições antes da votação que ocorre no domingo (4).

A primeira grande referência do dia será o payroll americano, divulgado às 9h30. O indicador mede a força da economia dos Estados Unidos e ajuda a calibrar as expectativas sobre os juros do Federal Reserve (Fed). A projeção é para a criação de 89 mil vagas em setembro, ante 162 mil no mês anterior, com a taxa de desemprego estimada em 4,1%.

Um relatório de emprego mais robusto pode pressionar os juros americanos e o dólar para cima, o que tende a dificultar o cenário para ativos de risco em mercados emergentes, como o Brasil. Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos da GT Capital, afirma que um payroll forte pode pressionar o dólar e os juros americanos, impactando a Bolsa local.

No cenário doméstico, o foco está na reta final da campanha eleitoral. O mercado trabalha com o chamado "trade eleitoral", onde pesquisas e informações políticas ganham espaço na formação dos preços do Ibovespa. Segundo Rafael Perretti, analista da Clear Corretora, embora o cenário externo possa causar impacto imediato, o componente político tende a dividir espaço com o exterior ao longo do pregão.

O mercado também monitora os preços das commodities, especialmente o petróleo. O Brent encerrou a quinta-feira (1) em alta de 4,37%, cotado a US$ 102,31 por barril. Embora preços elevados da commodity possam alimentar preocupações com inflação e juros no exterior, eles também deram suporte às ações da Petrobras em sessões recentes.

O comportamento recente do Ibovespa reflete esse "cabo de guerra". Mário Machado, assessor de investimentos da InvestSmart, explica que a alta do petróleo favoreceu empresas como a Petrobras, enquanto bancos e Vale exerceram pressão sobre o índice. Na quinta-feira (1), o Ibovespa encerrou em alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos.

Riscos na reabertura do mercado

Especialistas alertam para a volatilidade após o fechamento da B3 nesta sexta-feira. Como não haverá novos pregões antes do resultado das urnas, o investidor precisará gerenciar o risco de "gaps" (saltos de preço) na abertura de segunda-feira. André Moraes recomenda cautela com a alavancagem das operações para enfrentar possíveis movimentos bruscos para qualquer um dos lados.

A volatilidade também pode ser acentuada quando o mercado começar a incorporar o resultado do primeiro turno e a composição do Congresso. O investidor deve avaliar quanto risco está disposto a carregar durante o final de semana, período em que a Bolsa permanecerá fechada sem janelas para ajuste de posições.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.