Analistas preveem melhora de margens para siderúrgicas no 2T26
Instituições financeiras esperam crescimento de Ebitda para empresas de aço, compensando a fraqueza no setor de mineração.
Por Redação Diário Local
O mercado financeiro projeta um cenário de melhora nas margens para as principais siderúrgicas brasileiras durante a temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). Analistas de diversas instituições acreditam que o aumento no poder de precificação e o volume de vendas devem compensar o impacto da inflação de custos.
A Usiminas deve divulgar seus números nesta quinta-feira (30), antes da abertura do mercado. A Gerdau apresentará seus resultados após o fechamento do pregão no dia 04 de agosto (segunda-feira), enquanto a CSN revela seus dados em 12 de agosto (terça-feira), após o encerramento das atividades da Bolsa.
Quais são as projeções para a Gerdau?
A Gerdau é apontada como um dos destaques da temporada. O Itaú BBA projeta um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 3,28 bilhões, o que representa uma alta de 11% na comparação com o trimestre anterior. Esse avanço seria sustentado pela melhora das margens tanto no mercado brasileiro quanto na América do Norte.
No Brasil, a expectativa é que a margem Ebitda atinja 9,7%, um avanço de 0,5 ponto percentual frente ao período anterior, reflexo de um mix de produtos mais favorável e alta de 3,5% nos preços domésticos. Na América do Norte, a previsão é de uma margem de 25,5%, impulsionada por uma sazonalidade positiva e elevação de 4% nos preços em dólar.
O Safra também espera crescimento de 7% no Ebitda da companhia na América do Norte, apoiado por maiores embarques e redução de custos. No Brasil, a projeção é de expansão de 15% no Ebitda, sustentada pelo aumento de volumes e preços realizados no mercado interno.
Como deve ser o desempenho da Usiminas?
Para a Usiminas, as projeções indicam estabilidade ou crescimento moderado. O Itaú BBA estima um Ebitda de R$ 675 milhões, alta de 3% na comparação trimestral, com a divisão de aço compensando a fraqueza do segmento de mineração. Para o setor de aço da empresa, o banco prevê um avanço de 12% nos resultados.
O Safra prevê um Ebitda ajustado de R$ 658 milhões para a Usiminas, resultado considerado estável em relação ao trimestre anterior. A instituição destaca que a melhora na siderurgia deve ser suficiente para equilibrar o cenário da mineração, beneficiada por preços mais altos do aço no mercado interno.
O que esperar dos resultados da CSN?
O cenário para a CSN apresenta visões divergentes entre as instituições. O Itaú BBA projeta um Ebitda de R$ 2,53 bilhões, acreditando que a queda na mineração será compensada pela força das operações de aço. Segundo o banco, o setor de aço deve registrar alta de 45% no Ebitda em relação ao trimestre passado.
Por outro lado, o Safra estima uma retração de 12% no Ebitda da CSN, com o resultado ficando próximo a R$ 2,3 bilhões, em função do desempenho enfraquecido nas divisões de mineração e energia. O Bradesco BBI também projeta uma piora nos números devido ao resultado da mineração, embora mencione bons desempenhos nos setores de aço e cimento.
