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Uruguai lidera ranking de países mais acessíveis para aposentados, aponta estudo global

Estudo Global Retirement Index 2026 coloca Uruguai, Ilhas Maurício e Espanha no topo da lista de destinos mais acessíveis.

Por Redação Diário Local

O Uruguai lidera o ranking dos países considerados mais acessíveis para aposentados viverem com suas pensões e rendas passivas, segundo o Global Retirement Index 2026. O estudo, divulgado nesta quarta-feira (30), coloca o país uruguaio no topo devido ao seu equilíbrio entre qualidade de vida, custos, processos, mobilidade e tributação.

O índice foi desenvolvido pela Global Intelligence Unit, braço de pesquisa da consultoria Global Citizen Solutions, e avaliou 46 programas de vistos de aposentadoria e renda passiva ao redor do mundo. Além do Uruguai, as Ilhas Maurício e a Espanha completam o pódio da lista.

Como o Brasil se posiciona no ranking?

O Brasil aparece na 15ª posição entre os destinos mais acessíveis das Américas. O desempenho do país é heterogêneo: o país apresenta força em Mobilidade e Cidadania, ocupando o 6º lugar, e no pilar de Processo, onde está em 4º lugar. No entanto, o país enfrenta dificuldades na Otimização Tributária, ocupando a 35ª posição.

O visto para quem possui renda passiva no Brasil, conhecido como VITEM XIV, é apontado como um dos caminhos mais fáceis de residência no continente por não exigir idade mínima nem a compra de imóveis. Para obtê-lo, é necessária a comprovação de renda estável de aposentadoria ou pensão de US$ 2 mil mensais.

A principal limitação do cenário brasileiro é o sistema de tributação. O país tributa residentes pela renda mundial com alíquotas progressivas que podem chegar a 27,5%, sem possuir regimes especiais para aposentados ou acordos de isenção de dupla tributação com países como Estados Unidos e Reino Unido.

Quais são os destinos mais bem avaliados?

De acordo com a Global Citizen Solutions, o Uruguai é o programa mais equilibrado, utilizando o Acordo de Residência do Mercosul para facilitar a entrada. Já Portugal, que aparece em segundo lugar, é visto como uma via de acesso à União Europeia, embora tenha perdido posições devido a mudanças em suas regras de tributação e naturalização.

A Espanha ocupa a terceira posição e destaca-se pela rapidez no caminho para a cidadania europeia, especialmente para ibero-americanos. O Paraguai aparece logo em seguida, sendo apontado como o melhor custo-benefício fiscal para quem busca eficiência tributária, apesar de pontuar menos em qualidade de vida.

A Costa Rica fecha o grupo dos cinco primeiros colocados, sendo considerada uma base estável nas Américas por sua estabilidade institucional e regime de tributação territorial, embora seu processo burocrático seja classificado como lento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.