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Economia

VIX Brasil tem queda de 29% após resultados do primeiro turno das eleições

O principal indicador de percepção de risco do mercado brasileiro registrou queda de 29,33% nesta segunda-feira (5) após o pleito.

Por Redação Diário Local

O VIX Brasil, principal indicador de percepção de risco do mercado financeiro nacional, registrou queda de 29,33% nesta segunda-feira (5). O índice operava aos 23,16 pontos por volta das 14h20, após o encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais realizado neste domingo (4).

A redução ocorre logo após o indicador atingir recordes consecutivos de alta na última semana. Na sexta-feira (2), o VIX Brasil havia fechado em 32,77 pontos, sua maior pontuação desde a criação do índice, em 19 de março de 2024.

O recorde anterior tinha sido registrado na quinta-feira (1), quando o índice encerrou em 32,39 pontos. Os níveis elevados de volatilidade refletiam o aumento da cautela dos investidores diante da proximidade do pleito eleitoral.

Com a definição dos resultados do primeiro turno, o mercado apresentou uma reversão na tendência. No domingo (4), Flávio liderou a votação com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16%, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

A queda acentuada no índice sinaliza um aumento no apetite ao risco por parte dos agentes econômicos. De acordo com a B3, patamares acima de 30 pontos geralmente indicam períodos de maior turbulência e incerteza no mercado financeiro.

O que é o VIX Brasil?

O indicador é calculado a partir das opções sobre o Ibovespa da B3. Ele tem como objetivo medir a volatilidade implícita que o mercado financeiro espera para os próximos 30 dias.

Na prática, a movimentação dos pontos do índice reflete o nível de confiança ou de medo dos investidores. Quando o indicador cai, como observado nesta segunda-feira (5), o mercado tende a demonstrar maior estabilidade e disposição para novos investimentos.

A volatilidade é um termômetro que ajuda a entender o quanto o mercado espera que os preços dos ativos oscilem em curto prazo. Assim, o recuo do VIX após as eleições sugere uma redução na expectativa de desordem nos preços das ações brasileiras.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.