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Samba

Companhe a trajetória de Arlindo Cruz um ano após sua morte no cenário do samba

Cantor e compositor teve papel central na renovação do pagode e integrou o grupo Fundo de Quintal.

Por Redação Diário Local

A morte do cantor e compositor Arlindo Cruz completa um ano neste sábado (8). O sambista, que faleceu aos 66 anos, deixou um legado marcante para o gênero no Brasil, sendo reconhecido tanto pela voz quanto pela habilidade no uso do banjo.

A trajetória musical de Arlindo começou no início dos anos 1980, com o lançamento de sua primeira música, “Lição de Malandragem”. O artista ganhou notoriedade ao integrar o grupo Fundo de Quintal, conjunto que desempenhou um papel fundamental na renovação do samba e do pagode no país.

No Fundo de Quintal, Arlindo atuou como compositor e instrumentista durante 12 anos, período que se estendeu até 1993. Entre as contribuições para o grupo estão sucessos como “O Show Tem Que Continuar”. O conjunto mantinha ligações com as rodas de samba do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, fundado em 1961 por Bira Presidente.

Durante sua passagem pelo Fundo de Quintal, o músico conheceu o integrante Sombrinha, com quem estabeleceu uma parceria musical de longa duração e gravou diversos discos. Ainda em seu primeiro ano de atuação no Cacique de Ramos, Arlindo teve 12 de suas composições gravadas por diferentes intérpretes, o que impulsionou seu reconhecimento no cenário musical.

Carreira solo e composições

Após deixar o grupo em 1993, o sambista iniciou uma carreira solo e lançou vários álbuns, consolidando-se como um dos principais nomes do gênero. Suas canções ganharam destaque na voz de grandes artistas, como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Alcione.

Entre os sucessos mais conhecidos da obra de Arlindo Cruz estão as músicas “Saudade Louca”, “Meu Lugar” e “O Que É o Amor”. O artista foi uma figura central na construção do pagode moderno através de suas composições e presença nos palcos.

A rotina de shows foi interrompida em 2017, quando o cantor sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Desde o ocorrido, o músico passou a conviver com as sequelas do problema de saúde.

Além das consequências do AVC, Arlindo também era portador de uma doença autoimune. A condição exigia o uso de traqueostomia e gastrostomia (GTT), fazendo com que ele utilizasse uma sonda para alimentação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.