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Cinema

Filme 'As cores do tempo' narra saga familiar entre o século XIX e a atualidade na França

Dirigida por Cédric Klapisch, trama conecta mistérios de gerações passadas a uma reunião de primos na Normandia

Por Redação Diário Local

O filme “As cores do tempo”, dirigido por Cédric Klapisch, narra uma saga familiar que conecta o fim do século XIX ao ano de 2025. A trama utiliza mistérios, romances e cartas escondidas para traçar conexões temporais entre gerações passadas e descendentes no presente.

A história tem como ponto de partida a reunião de um grupo de primos que precisa decidir sobre a venda de uma casa na região da Normandia. A propriedade pertencia a uma antepassada da família e é o cenário central das descobertas.

Para resolver burocracias e checar o conteúdo do imóvel, quatro representantes do grupo partem de Paris. Durante o processo, os personagens acabam se envolvendo em uma investigação sobre o que realmente aconteceu na residência.

Em paralelo ao núcleo atual, o longa recupera a trajetória de Adèle, personagem interpretada por Suzanne Lindon. Ela é considerada a origem da árvore genealógica que une os primos e funciona como o foco de todo o mistério narrativo.

Como a trama conecta o passado e o presente?

A produção busca estabelecer ligações entre os diferentes tempos por meio de recursos visuais. O filme utiliza planos cinematográficos semelhantes em locais onde ocorrem situações vividas tanto pelos primos quanto por Adèle, apesar de estarem em épocas distintas.

A estratégia busca demonstrar que, embora o comportamento humano possa mudar ao longo de um século, os sentimentos permanecem constantes na história. Além dos laços familiares, a trama distribui revelações que envolvem até mesmo pintores famosos.

A estrutura do longa é comparada a uma narrativa de novela sobre família, focada em traçar essas pontes históricas. O enredo utiliza a descoberta de documentos e segredos de parentes antigos para movimentar a curiosidade dos personagens.

Apesar do esforço técnico para unir as eras, a narrativa enfrenta críticas quanto ao excesso de explicações. O enredo é visto por especialistas como algo que tenta sublinhar todas as emoções e imagens, o que pode conferir um tom excessivamente didático ou sentimental a certas passagens.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.