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Equipe de Justin Baldoni acusa Blake Lively de inflar gastos com advogados

Defesa de Justin Baldoni alega que custos de R$ 41 milhões apresentados pela atriz para reembolso são superfaturados

Por Davy Albuquerque

A equipe jurídica do diretor Justin Baldoni acusa a atriz Blake Lively de inflacionar os gastos com advogados apresentados para reembolso em meio ao desdobramento de uma disputa judicial. Os representantes de Baldoni alegam que as custas processuais de US$ 8 milhões (cerca de R$ 41 milhões) solicitadas pela atriz são superfaturadas.

De acordo com petição apresentada pelo advogado Bryan Freedman, o pedido de honorários de Lively seria abrangente demais. Segundo a defesa, o montante incluiria gastos com pesquisas sobre a própria responsabilidade da atriz por falso testemunho, em decorrência de sua reclamação no Departamento de Direitos Civis (CRD) da Califórnia.

A defesa de Baldoni também apontou que o Tribunal já havia negado anteriormente o reembolso de honorários referente a uma moção baseada na 'Regra 11'. A nova contestação surge mesmo após o anúncio de um acordo entre as partes, realizado em maio, para encerrar o embate jurídico iniciado em 2024.

Histórico do conflito

A tensão entre os dois artistas teve origem nos bastidores das filmagens de 'É Assim Que Acaba'. Na ocasião, Lively acusou Baldoni, que também atuou no longa, de assédio sexual e de liderar uma campanha de difamação contra ela.

Em resposta, Baldoni processou a atriz por difamação, alegando que ela teria tentado sabotar o filme através de acusações falsas. Na ação inicial, o diretor chegou a pedir US$ 400 milhões (mais de R$ 2 bilhões) por danos à sua reputação, mas o processo foi arquivado após a Justiça entender que Lively estava protegida pela lei ao denunciar o suposto assédio.

Após o arquivamento da ação de difamação, Lively contra-atacou com novos processos contra Baldoni e a produtora Wayfarer Studios, citando retaliação e outras irregularidades. O imbróglio se estendeu por mais de um ano, envolvendo um extenso processo de coleta de provas.

O acordo que visava encerrar a disputa foi firmado após a Justiça norte-americana rejeitar 10 das 13 ações cíveis apresentadas por Lively, incluindo todas as acusações de assédio. Restavam apenas três pontos para análise de um júri em tribunal federal: retaliação, cumplicidade em retaliação e quebra de contrato.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.