Diário Local
Entretenimento

Novo filme do Cara-de-Barro utiliza terror corporal para explorar desfiguração de protagonista

Produção da DC Studios foca no subgênero body horror e mostra a transformação de ator em vilão após ataque de gângster.

Por Redação Diário Local

O novo filme da DC Studios, Cara-de-Barro, propõe uma abordagem distinta das produções habituais de super-heróis ao se posicionar como um longa de terror. A trama acompanha a trajetória de Matt Hagen, um ator que tem sua vida destruída após um ataque criminoso, culminando em sua transformação no vilão homônimo.

A história começa quando Hagen retorna à cidade de Gotham para participar de um programa de entrevistas. Durante a estadia, ele se envolve com Mia, personagem interpretada por Joana Ribeiro, que é namorada de um dos gângsteres mais perigosos da região, Markos Szabo (David Dencik).

Como represália ao envolvimento, o mafioso e seus comparsas invadem o apartamento do ator e realizam um ataque com o objetivo de desfigurar seu rosto. O evento marca o início de uma queda drástica na vida do protagonista, que encontra dificuldades para seguir adiante após o trauma.

Mesmo com a realização de sucessivas cirurgias plásticas, os danos causados pelo ataque não podem ser totalmente reparados. O cenário de desamparo é agravado pela influência de Szabo, que utiliza seu poder para se livrar de processos criminais e civis relacionados ao crime.

A tentativa de reconstrução do rosto de Hagen ocorre por meio de experimentos de nanocélulas reparadoras de tecidos, conduzidos pela cientista Caitlyn Corr (Naomi Ackie). No entanto, as complicações surgem durante o processo científico e psicológico, levando o personagem a uma descida que o transforma definitivamente no vilão Cara-de-Barro.

O foco no gênero body horror

A produção se insere no subgênero conhecido como body horror, que explora a decadência e a transformação do corpo humano como objeto de agonia. O roteiro utiliza cenas de terror corporal para ilustrar o sofrimento de Hagen, com destaque para sequências ambientadas em locais como o banheiro de um avião.

Diferente de outras obras da DC Studios, o longa não conta com a presença do Batman ou de outros vilões tradicionais de Gotham. A narrativa foca na exploração da corrupção do governo local e nos ambientes de degradação urbana que compõem o cenário da história.

O filme utiliza o orçamento de um blockbuster para construir uma ambientação detalhada, mantendo a proposta de terror até o final. Embora a trama apresente elementos previsíveis, a produção busca diferenciar-se ao inserir componentes de natureza sexual e corporal em um gênero que costuma evitá-los.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.