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Cara Delevingne relembra overdose e reanimação por paramédicos em podcast

A supermodelo contou ao podcast de Louis Theroux detalhes de um momento crítico em que precisou ser socorrida pela namorada na época e receber naxolona dos paramédicos.

Por Diário Local

A supermodelo Cara Delevingne, 33, reviveu um momento crítico de sua vida em entrevista ao podcast de Louis Theroux. Ela contou detalhes sobre uma overdose em que foi socorrida pela namorada na época, que chamou a polícia e a ambulância. Durante o episódio, Delevingne recebeu naxolona dos paramédicos — medicação que reverte rapidamente os efeitos de opióides e foi responsável por sua reanimação.

A supermodelo relacionou a crise ao uso de drogas, mencionando que havia misturado cocaína com opioides. "Eu não consegui ficar sóbria e acabei tendo uma overdose, porque acho que tinha opioides na cocaína que havia comprado", explicou. Ela lembrou que após receber a medicação foi parar em um hospital e teve que ser paralisada pela equipe de paramédicos.

Cara compartilhou que o momento foi devastador emocionalmente. "Você sabe exatamente o que acabou de fazer as pessoas que você ama passarem e vê a dor em seus olhos. A vergonha", refletiu. A supermodelo disse que desejava morrer imediatamente após sobreviver à overdose.

No podcast, Delevingne também mencionou um flagra anterior, em 2022, quando foi fotografada alterada em um aeroporto enquanto carregava malas após usar drogas e sofrer uma convulsão durante uma viagem para o festival Burning Man, nos Estados Unidos. Aquele episódio teve impacto em sua carreira: contratos não foram renovados e trabalhos foram perdidos.

Segundo ela, esses eventos funcionaram como catalisadores para a recuperação. "Quanto mais ficava sóbria, mais entendia o quão grave tinha feito besteiras", recordou. Após a overdose, Delevingne afirmou que parou de usar drogas. "Por algum motivo, aquilo mudou tudo. Eu rezava todos os dias para que aquilo acabasse", contou.

A supermodelo descreveu o período como extremamente doloroso, mas transformador. Ela destacou que a experiência a ajudou a redirecionar sua vida para a música e a arte, encontrando nesses espaços uma forma de expressar sua dor e trabalhar o perdão consigo mesma.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.