Artistas do Cirque du Soleil revelam rotina intensa com treinos ao som de funk e automaquiagem
Espetáculo Alegría – In a New Light está em cartaz em São Paulo com treinos puxados e estrutura de apoio para os artistas
Por Redação Diário Local
O espetáculo Alegría – In a New Light, do Cirque du Soleil, está em exibição em São Paulo até o dia 8 de novembro e apresenta uma rotina de bastidores que une alta performance técnica a uma logística complexa. O grupo, que conta com seis brasileiros no time de trapézio voador, mantém uma estrutura de apoio com fisioterapeutas, massagistas e equipamentos de treino para sustentar as apresentações no Parque Villa-Lobos.
Segundo o relato dos trapezistas Julio Cezar e Pati Kuwai, o cotidiano na trupe exige disciplina rigorosa em aspectos como alimentação e treinamento, mesmo nos períodos de folga. Julio Cezar, que cresceu em ambiente de circo, destacou que a convivência com diversas culturas torna a vida na trupe agitada, exigindo foco total para garantir o nível das performances.
Pati Kuwai, que cursou Relações Internacionais antes de ingressar na arte circense aos 21 anos, mencionou que a rotina pode ser exaustiva, chegando a contar com três apresentações em um único dia. Ela ressaltou, no entanto, a energia recebida do público brasileiro durante as exibições.
Como funciona a logística e os bastidores do espetáculo?
A estrutura de montagem do show é de grande escala, envolvendo o transporte de 85 contêineres de materiais. Para manter o padrão visual, são realizadas cerca de 600 trocas de roupas, perucas e sapatos em cada ciclo de apresentações, com o suporte de 300 profissionais dedicados às fantasias.
Nos bastidores, os próprios artistas possuem autonomia para realizar a automaquiagem e o preparo pessoal para subir ao palco. Além do suporte técnico, o espaço de convivência oferece itens de conforto, como sofás e colchões, permitindo o descanso entre os períodos de treino e as sessões.
Por que o espetáculo foi reformulado?
A produção atual é uma releitura do clássico Alegría, que foi apresentado mundialmente entre 1994 e 2013. A nova versão, lançada em 2019, busca adequar a narrativa e a tecnologia para dialogar com as novas audiências, sob a liderança da diretora artística Rachel Lancaster.
Integrante do grupo desde 2011, Lancaster trabalha no aperfeiçoamento constante dos artistas e na manutenção da motivação da equipe. O elenco é composto por profissionais de alto nível, incluindo campeões mundiais e ex-atletas olímpicos, o que exige renovação técnica para evitar a monotonia das apresentações.
O espetáculo segue com sessões de quarta a domingo no Parque Villa-Lobos, zona oeste de São Paulo. Os ingressos têm valores a partir de R$ 240 para meia-entrada e R$ 480 para inteira.
