Documentário NAZA investiga mecanismos militares e tecnológicos dos ataques em Gaza
Longa de Yuval Abraham e Rachel Szor traz depoimentos de militares e utiliza sigla para explicar estimativa de mortes de civis.
Por Redação Diário Local
O documentário NAZA investiga os mecanismos militares e tecnológicos por trás dos ataques realizados contra a população palestina em Gaza. Dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor, o longa utiliza depoimentos de militares e integrantes da inteligência israelense para detalhar os procedimentos de planejamento das operações.
A obra revela o funcionamento da sigla "NAZA", termo empregado no contexto da inteligência militar israelense para indicar uma estimativa de quantos civis podem morrer durante uma determinada operação militar. Segundo os relatos apresentados no filme, as mortes de civis passam a integrar cálculos e sistemas de inteligência artificial, tornando-se uma variável prevista no planejamento.
Como funciona a lógica de ataques segundo o filme?
O documentário apresenta como as decisões são tomadas com base em estimativas e planilhas. Em um dos depoimentos, é explicado que ataques a residências durante a noite, período em que famílias costumam estar reunidas, podem ser utilizados como estratégia para aumentar a precisão das operações em comparação ao período diurno.
A produção utiliza uma abordagem de investigação para expor a naturalidade com que os envolvidos descrevem os procedimentos. O filme foi gravado em Tel Aviv, com entrevistas realizadas em locais que garantissem o anonimato dos depoentes, cujos rostos aparecem parcialmente cobertos sob sombras.
O que revela a obra sobre o planejamento militar?
De acordo com as informações do documentário, o processo transforma a ocorrência de mortes em parte de um cálculo estatístico. Os relatos descrevem o uso de tecnologia e sistemas de inteligência para processar dados que norteiam as movimentações em campo.
A obra de Abraham e Szor busca registrar os mecanismos internos de uma operação que permanece em curso, utilizando o ponto de vista de quem participa diretamente das decisões militares para apresentar as informações.
