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Série documental da HBO Max relembra violência em jogo entre Querétaro e Atlas no México

Produção da HBO Max detalha confusão entre torcedores de Querétaro e Atlas ocorrida em 2022 com uso de imagens e depoimentos.

Por Redação Diário Local

A série documental 'Corregidora: A Noite Mais Sombria do Futebol Mexicano' estreia nesta quinta-feira (15) para reconstituir um dos episódios de violência mais graves do futebol mexicano. A produção detalha o confronto entre os times de Querétaro e Atlas, ocorrido em março de 2022, durante o Campeonato Mexicano.

O documentário utiliza imagens de arquivo e depoimentos inéditos de vítimas, testemunhas, jornalistas e autoridades para reconstruir os eventos. A trama foca na confusão generalizada que marcou o segundo tempo da partida, quando brigas nas arquibancadas deixaram feridos, incluindo crianças e famílias.

Durante o caos, parte dos torcedores chegou a invadir o gramado para escapar dos confrontos que ocorriam nas áreas de público. A obra busca detalhar a dinâmica do episódio e o impacto da tragédia na comunidade esportiva.

Divergência sobre mortes

Um dos pontos centrais abordados pela produção é a contradição entre os relatos sobre a gravidade do ocorrido e os números oficiais. A série explora como a percepção da tragédia variou entre os envolvidos e as instituições.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado de Querétaro, não havia registro de mortes diretamente relacionados à confusão no estádio. A divergência entre as versões de testemunhas e os dados oficiais é um dos eixos da narrativa documental.

Punições ao clube

O episódio de violência gerou sanções rigorosas por parte da Liga MX e da Federação Mexicana de Futebol. O clube Querétaro recebeu uma série de punições disciplinares após os incidentes de 2022.

Entre as medidas, o time foi obrigado a disputar partidas como mandante com os portões fechados durante o período de um ano. A decisão visou conter novos episódios de desordem nas dependências do estádio.

Além da restrição de público, a torcida organizada do clube foi proibida de acompanhar a equipe por três anos. O caso também resultou no afastamento de dirigentes do Querétaro como parte das consequências institucionais pela falta de controle.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.