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Cultura

Duo Ôromina celebra ancestralidade mineira com show na Virada Cultural em Belo Horizonte

Com repertório de compositores mineiros e faixas autorais, Maíra Baldaia e Elisa de Sena se apresentam no Teatro Francisco Nunes

Por Redação Diário Local

O duo Ôromina, formado pelas cantoras Maíra Baldaia e Elisa de Sena, realizou sua apresentação de estreia em Belo Horizonte neste sábado (29). O show aconteceu no Teatro Francisco Nunes, durante a Virada Cultural, com um repertório focado na ancestralidade e nas raízes mineiras.

A apresentação teve início com o clássico “Para Lennon e McCartney”, de Milton Nascimento. Durante o espetáculo, as artistas contaram com o acompanhamento dos músicos Leo Lana, na bateria, e Paulinho Maravilha, no acordeão.

O repertório buscou homenagear compositores de Minas Gerais, unindo nomes consagrados a artistas próximos ao grupo. Entre as obras interpretadas, estavam “Woman” e “Ponto de Oxum”, do compositor Sérgio Pererê, além de “A criação”, de Maurício Tizumba.

A obra de Bituca também teve destaque na noite, com as canções “Maria Maria”, “Ponta de areia” e “Fé cega, faca amolada”, parceria com Beto Guedes. Segundo o duo, a seleção musical visava celebrar o que chamam de "ouro de Minas".

A temática da força feminina e da ancestralidade negra e indígena foi um fio condutor das performances. Maíra Baldaia apresentou a canção “Insubmissa”, dedicada às mulheres, e encerrou o show com a faixa autoral “Negra Rima”.

Maíra Baldaia traz em sua trajetória influências do afropop, mesclando o axé com os tambores do congado. A artista lançou o disco “Obí” em 2023.

Elisa de Sena, natural do bairro Goiânia, em Belo Horizonte, lançou seu primeiro trabalho, o disco “Cura”, em 2019. A estrutura do teatro permitiu uma apresentação com tom mais intimista para a estreia da dupla na capital.

Além das interpretações de compositores, o duo também apresentou a faixa homônima “Ôromina”, que dá nome ao projeto. O evento faz parte da programação da Virada Cultural, que conta com transmissões ao vivo pelo YouTube.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.