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Literatura

Eliana Alves Cruz vence prêmio Jabuti de Melhor Romance Literário com a obra Meridiana

A autora foi premiada com a obra Meridiana; cerimônia da Câmara Brasileira do Livro também homenageou Lygia Bojunga.

Por Redação Diário Local

A escritora Eliana Alves Cruz foi a grande vencedora do 68º Prêmio Jabuti, levando o troféu de Melhor Romance Literário com a obra Meridiana. A divulgação dos vencedores ocorreu na noite desta terça-feira (27), pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), em uma das premiações mais importantes da literatura no país.

O livro premiado narra a trajetória de uma família negra que deixa a favela em um processo de ascensão social, enfrentando, a partir de então, os dilemas do racismo estrutural. A obra utiliza o recurso da primeira pessoa para que cada membro da família, incluindo pais e filhos, apresente seu próprio testemunho sobre a experiência.

A edição deste ano também prestou homenagem à escritora Lygia Bojunga, que foi nomeada a Personalidade Literária do Jabuti. O reconhecimento celebra sua trajetória singular e sua contribuição para a literatura voltada ao público infantil e juvenil no Brasil, em um ano que marca os 50 anos do livro A Bolsa Amarela.

Ao todo, a cerimônia reuniu 115 finalistas que disputaram prêmios em 23 categorias. O processo de avaliação considerou critérios de qualidade técnica, relevância e aspectos editoriais, dividindo os trabalhos em quatro eixos temáticos: literatura, não ficção, projeto editorial e inovação.

Destaques por categoria

No eixo de literatura, a categoria de Contos foi vencida por Massaranduba, de Abáz. Já em Crônica, o destaque foi Viagem no país da crônica, de Humberto Werneck, enquanto em Poesia o troféu ficou com Boris e Marina, de Alberto Martins.

Entre os estreantes, a obra História a que ninguém deu nome, de Juliana Cajives, venceu na categoria Poesia, e Pitangas verdes, de Mariana Lobato Botter, foi premiada em Escritor Estreante – Romance. No segmento de Histórias em Quadrinhos, o vencedor foi Ouroboros, de Luckas Iohanathan.

Para o público infantojuvenil, os vencedores foram A letra, de Leo Cunha e Raquel Matsushita (Infantil), e A única da sala, de Tathyana Viana (Juvenil). Na categoria Romance de Entretenimento, o prêmio foi para Cartografia para caminhos incertos, de Ian Fraser.

No setor de não ficção, a categoria de Artes foi vencida por Abdias, intérprete do Brasil, organizado por Tulio Custódio. Em Biografia e Reportagem, o troféu de destaque foi para Trincheira tropical, de Ruy Castro, enquanto em Economia Criativa o vencedor foi A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial, de Martha Gabriel.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.