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Cultura

Espetáculo 'Benze' percorre cidades de Minas e Rio para celebrar saberes de benzedeiras

Peça produzida pelo grupo Encruza inicia circulação neste domingo (27) e inclui rodas de conversa com o público.

Por Redação Diário Local

O espetáculo “Benze”, produzido pelo grupo de teatro Encruza, inicia sua circulação neste domingo (27) com o objetivo de celebrar os saberes ancestrais e a memória das benzedeiras da região de Juiz de Fora. A primeira apresentação acontece em Mariana, em Minas Gerais.

A montagem mergulha em tradições de cura e busca transformar o benzimento em uma forma de resistência e valorização da ancestralidade. Além das apresentações cênicas, as sessões serão acompanhadas de rodas de conversa entre a equipe e o público para o compartilhamento de histórias e relatos sobre saberes populares.

Como surgiu o projeto?

A pesquisa para a criação da peça começou por meio do encontro com Dona Ivone, benzedeira do bairro Retiro, em Juiz de Fora. A partir desse contato, o grupo de teatro buscou compreender o universo de rezas, ervas, gestos e a relação de cuidado que as benzedeiras estabelecem com suas comunidades.

O trabalho de investigação, que envolveu conhecimentos transmitidos pela oralidade, foi transposto para a dramaturgia e para a expressão corporal. A equipe também realizou pesquisas com benzedeiras de outras localidades, como Bias Fortes e Goianá.

Durante a fase de circulação, o projeto contará com a participação de três benzedeiras de Viçosa, que darão depoimentos e contarão suas experiências. Esses relatos serão utilizados para a produção de um minidocumentário, que visa preservar as memórias e os gestos dessas mulheres.

Circulação e apoio

Após a estreia em Mariana, neste domingo (27), o espetáculo deve passar pelas cidades de Viçosa, Chácara, Cataguases e Juiz de Fora, além de percorrer o estado do Rio de Janeiro. O projeto busca criar espaços de reflexão sobre a importância das guardiãs de tradições que, muitas vezes, são invisibilizadas.

O projeto “Benze” recebeu apoio financeiro por meio da Lei Paulo Gustavo, via Edital Multicultural da Funalfa (Prefeitura Municipal de Juiz de Fora) e do Ministério da Cultura, além de ser contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (Pnab).

O grupo Encruza, responsável pela produção, atua há quatro anos como associação e Ponto de Cultura. A companhia desenvolve atividades voltadas à valorização da cultura negra, da ancestralidade e das narrativas de mulheres.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.