Filme da Netflix sobre Elize Matsunaga mistura fatos reais e dramatizações
Produção 'Elize: Sombras de uma Mulher' revisita o crime de 2012 e traz elementos baseados em relatos de julgamento e no livro biográfico.
Por Redação Diário Local
O filme 'Elize: Sombras de uma Mulher', lançado pela Netflix nesta quarta-feira (22), revisita o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, ocorrido em 2012. A produção acompanha a trajetória de Elize Matsunaga desde a infância até sua condenação, mas utiliza dramatizações para construir a narrativa baseada na percepção do diretor Felipe Vellas e dos roteiristas Raphael Montes e Mariana Torres.
A atriz Lorena Comparato, que interpreta a protagonista, afirmou que o longa apresenta o que pode ter sido a história de Elize. A obra busca refletir sobre relações complexas e o impacto de traumas na trajetória da personagem.
O que é real na história?
Alguns pontos retratados no longa possuem base em fatos registrados. Elize Matsunaga realmente contratou um detetive particular pouco antes do crime para seguir Marcos Matsunaga. Na época, imagens mostraram o empresário com outra mulher em maio de 2012.
Outro elemento real é a presença de uma jiboia de estimação, chamada Gigi, que foi presente de Marcos para Elize. O animal era criado na cobertura do casal em São Paulo.
O filme também aborda abusos sofridos por Elize na adolescência. A cena baseia-se em um relato de uma tia da protagonista durante o julgamento, que afirmou que Elize teria sofrido abuso sexual do padrasto aos 14 anos.
Quais são as divergências da ficção?
O longa apresenta versões que divergem de fontes biográficas e registros do caso. No filme, sugere-se que Marcos teria tentado internar a primeira esposa para seguir o relacionamento com Elize. No entanto, o livro 'Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido', de Ullisses Campbell, indica que a ex-esposa foi internada por depressão após o término do casamento.
Sobre as ameaças de internação contra Elize, a produção mostra o personagem pesquisando sobre internação compulsória e guarda de filhos. Embora Elize tenha mencionado esse receio em uma carta após o crime, a família de Marcos e a acusação contestaram as afirmações.
Um detalhe técnico do crime que não é abordado na obra é o laudo do Instituto Médico Legal (IML). Segundo o noticiário da época, o exame apontou que Marcos Matsunaga ainda respirava quando o processo de decapitação começou, e a causa da morte incluiu asfixia por aspiração de sangue.
