Giuliana Morrone critica uso de inteligência artificial em tendência de cortes de cabelo
A jornalista questionou o uso da tecnologia para simulações virtuais e citou impacto ambiental dos data centers.
Por Redação Diário Local
A jornalista Giuliana Morrone criticou, por meio de suas redes sociais, o uso de inteligência artificial (IA) para participar de uma tendência viral de simulação de cortes de cabelo. A profissional questionou a finalidade do uso da tecnologia para gerar mudanças virtuais de visual em plataformas digitais.
Durante a manifestação, Morrone relacionou a prática ao impacto ambiental causado pelo funcionamento das tecnologias digitais. A jornalista citou uma previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o alto consumo de recursos naturais por infraestruturas tecnológicas.
Segundo a projeção mencionada pela profissional, os centros de processamento de dados, conhecidos como data centers, devem consumir, até o ano de 2030 (2030), uma quantidade de água suficiente para suprir as necessidades da população da Índia. O país asiático possui mais de um bilhão de habitantes.
A jornalista também provocou uma reflexão sobre a busca por engajamento nas redes sociais por meio de ferramentas artificiais. Morrone questionou se há necessidade de utilizar a IA para obter interações e sugeriu que os usuários busquem outras formas de conteúdo nas plataformas.
A tendência que motivou a crítica consiste no uso de recursos de inteligência artificial para criar imagens de pessoas com cabelos curtos, no estilo chanel, ou com cores de fios alteradas. O movimento tem ganhado destaque na internet por meio de simulações de mudanças de visual.
Diversas celebridades têm participado do movimento ao postarem vídeos e fotos em que aparecem com os fios transformados. As imagens, no entanto, não são reais, mas sim geradas por algoritmos de inteligência artificial.
O uso da tecnologia para criar essas simulações tem causado repercussão entre seguidores e fãs. Muitos internautas questionam o motivo das mudanças de visual apresentadas, que são fruto de processamento digital e não de procedimentos estéticos reais.
A discussão levantada pela jornalista coloca em pauta o equilíbrio entre o entretenimento digital e o custo ecológico da manutenção dos sistemas que sustentam as inteligências artificiais e o processamento de dados em larga escala.
