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Literatura

Escritora mineira lança livro que explora a subjetividade e o processo de reconstrução humana

Obra inédita da escritora mineira revisita memórias, afetos e a capacidade de reconstrução diante das experiências de vida

Por Redação Diário Local

A escritora mineira Graci Apolinário lançou o livro “Nudez”, obra que utiliza a poesia para investigar a subjetividade e os processos de reconstrução humana. Publicado pela Editora Autoria, o título foi lançado na última terça-feira (4) e aborda temas como memórias, desejos e afetos.

Formada em Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a autora descreve o trabalho como um mergulho nas complexidades da alma. Para ela, a escrita é um caminho para transformar experiências e sentimentos em linguagem poética.

Segundo a escritora, a obra representa a possibilidade de sermos quem desejamos ser, encarando angústias, acertos e erros. Graci afirma que "nascer de novo" significa olhar para a própria intimidade e reconhecer a capacidade de se reconstruir diante das quedas da vida.

A trajetória literária de Apolinário passou por etapas de amadurecimento antes deste lançamento. Ela publicou anteriormente o livro “Por dentro”, que marcou seus primeiros passos na literatura, e atuou na organização da coletânea de contos “Como outra qualquer”.

A coletânea citada foi fruto do projeto “Jovens escritores”, realizado com estudantes da Unidade Prisional de Santos Dumont. A experiência de incentivar a escrita de alunos no cárcere foi o que despertou na autora a coragem para também publicar seus próprios textos.

Graci revela que escreve desde os 12 anos de idade, mas mantinha sua produção guardada por timidez. O processo de transição do particular para o coletivo foi um desafio, especialmente pela dificuldade de traduzir intenções poéticas que nascem de dores e descobertas profundas.

Temas e reflexões na obra

Os poemas de “Nudez” utilizam imagens recorrentes, como o nascimento, o corpo, as marcas da infância e a relação com a figura materna. Através dessa abordagem, a autora busca atribuir novos sentidos às lembranças e às experiências vividas ao longo do tempo.

A obra também se propõe a questionar estruturas e padrões herdados que podem causar sofrimento. No poema “Cansei”, por exemplo, a escritora aborda o peso das expectativas externas e a necessidade de ruptura com comportamentos que não pertencem ao indivíduo.

Nesse contexto, o cansaço é tratado como um movimento de tomada de consciência. Para a autora, escrever é uma forma de olhar para o que foi silenciado e compreender como as experiências constituem a identidade de cada pessoa.

A sensibilidade é apontada pela escritora como a principal ferramenta de existência no mundo. Ela utiliza a poesia para elaborar sentimentos e evitar que as vivências se tornem um peso esmagador, transformando-as em arte.

Além da dor, o livro busca reconhecer a beleza, o desejo e a potência de existir. A intenção é mostrar que a escrita pode ser um espaço de liberdade e de reconhecimento da própria história, mesmo diante das consequências das escolhas feitas.

A trajetória de Graci é vista por ela como um processo contínuo de transformação. Para a autora, a literatura vai além dos livros, construindo-se também pelos encontros e pelas possibilidades de mudança que a escrita oferece.

O livro “Nudez” pode ser adquirido por meio das redes sociais da escritora Graci Apolinário ou diretamente com a Editora Autoria.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.