Diário Local
Entretenimento

Live Nation defende uso de uniformes em show do My Chemical Romance como paródia teatral

Produtora alega que encenação com trajes das Dallas Cowboys Cheerleaders foi paródia protegida pela Primeira Emenda.

Por Redação Diário Local

A produtora Live Nation defendeu o uso de uniformes semelhantes aos das Dallas Cowboys Cheerleaders durante apresentações da banda My Chemical Romance no Hollywood Bowl. Em petição enviada à Justiça, a empresa alegou que a encenação foi uma paródia teatral protegida pela liberdade de expressão e que o público não foi induzido ao erro.

O caso é alvo de um processo movido pela Pro Silver Star, empresa que detém a marca do esquadrão de animadoras de torcida. O grupo alega que versões de seus uniformes azul e branco foram utilizadas por dançarinos durante uma cena que simulava um tiroteio no palco.

De acordo com a ação judicial, os trajes violariam a identidade visual protegida das animadoras. Para a Pro Silver Star, a cena — na qual os dançarinos portavam rifles e participavam de uma batalha de tiros contra tropas que representavam uma ditadura fictícia — é degradante para a imagem da marca.

A Live Nation busca transferir o caso para a corte federal. Em sua defesa, a produtora argumenta que a Pro Silver Star está tentando usar a legislação de marcas para editar uma expressão artística em Los Angeles por não concordar com o enquadramento da paródia.

Os advogados da produtora afirmam que o uso foi uma "paródia bem-sucedida". Segundo o argumento, o público entendeu a apresentação como uma referência teatral, alusiva e exagerada, não confundindo os dançarinos com as integrantes reais do esquadrão.

O processo foi protocolado em 23 de outubro (sexta-feira). Na petição, a Pro Silver Star afirma que a marca das Dallas Cowboys Cheerleaders é construída sobre décadas de entretenimento para as tropas americanas e pede indenização por danos não especificados.

A empresa proprietária também busca uma liminar permanente para impedir que o My Chemical Romance utilize os trajes em apresentações futuras. No entanto, o grupo esclareceu que não exige mudanças no repertório, na política ou na coreografia da banda, apenas no figurino.

Em relação ao pedido de liminar de emergência, que visava interromper shows realizados no último fim de semana, um registro processual indicou que um acordo foi alcançado. O advogado musical da banda informou que não havia necessidade de prosseguir com a medida, já que as apresentações com os uniformes em questão já haviam terminado.

A defesa enfatizou que os trajes não tinham uso previsto além das três apresentações realizadas entre os dias 21 e 24 de outubro (terça a sexta-feira).

Por que a polêmica envolve o uso do uniforme?

A disputa judicial centra-se no limite entre a proteção de uma marca registrada e a liberdade de expressão artística. Enquanto as animadoras veem o uso em um contexto de combate como algo que fere sua honra, a produtora defende que o ambiente de show permite o uso de referências culturais de forma satírica.

A Pro Silver Star sustenta que o universo de figurinos alternativos é ilimitado e que a banda poderia seguir com sua narrativa sem utilizar os elementos visuais específicos da DCC.

Como segue a turnê do My Chemical Romance?

Após concluir a etapa de apresentações no Hollywood Bowl, o My Chemical Romance inicia uma nova fase de sua turnê mundial. A rota asiática está programada para começar neste sábado (7) (sábado).

O cronograma de shows inclui passagens pela Coreia do Sul, seguida por apresentações em Singapura, Filipinas, Tailândia, Malásia e Indonésia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.