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Macklemore afirma que casas de shows dos EUA se recusam a receber turnê sobre Palestina

Rapper alega que locais como o Madison Square Garden impedem sua turnê Free Palestine após declarações políticas.

Por Redação Diário Local

O rapper americano Macklemore afirmou, nesta sexta-feira (6), que nove grandes casas de shows nos Estados Unidos se recusaram a receber sua turnê 'Free Palestine'. Entre os locais que negaram a reserva de datas até o fim do ano estão o Madison Square Garden, em Nova York, e o Kia Forum, em Los Angeles.

O artista utilizou as redes sociais para relatar o ocorrido, declarando que, em mais de 20 anos de carreira, nunca passou por uma situação semelhante. A iniciativa de turnê foi lançada pelo músico após ele ser retirado da programação de shows do cantor Ed Sheeran, que ocorreria em agosto.

Segundo Macklemore, os responsáveis pelos espaços de eventos teriam se oposto a declarações feitas por ele no palco em relação à situação de Israel e da Faixa de Gaza. O rapper criticou o que chamou de controle de vozes por parte de um grupo de bilionários, defendendo a liberdade de expressão.

O que dizem as empresas de eventos

A MSG Entertainment, empresa que administra o Madison Square Garden e outras casas de shows, manifestou-se sobre o caso. Em comunicado, a administradora afirmou que seus espaços estão entre os mais movimentados do mundo e possuem disponibilidade extremamente limitada.

A empresa também afirmou que o músico não possui o porte de um artista para apresentações em arenas. Já representantes do Kia Forum, em Los Angeles, não responderam aos pedidos de comentário sobre as declarações do rapper até o fechamento desta matéria.

A turnê 'Free Palestine' já realizou apresentações em Dublin, Paris e Londres, com o objetivo de arrecadar fundos para organizações que apoiam o povo palestino. Macklemore afirmou que pretende trabalhar com outros artistas e organizadores para promover novas apresentações em apoio à causa.

O conflito na Faixa de Gaza teve início após ataques liderados pelo Hamas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 mortos. Desde então, autoridades palestinas informam que a ofensiva de Israel resultou na morte de mais de 74 mil pessoas na região.

As autoridades israelenses afirmam que a operação militar no território é uma medida de legítima defesa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.