China denuncia sabotagem dos EUA contra cooperação com Cuba
Governo chinês afirma que novas sanções americanas contra o setor de petróleo e tecnologia de Cuba interferem na relação entre os dois países.
Por Redação Diário Local
O governo da China denunciou, nesta sexta-feira (6), as novas sanções impostas pelos Estados Unidos contra Cuba, classificando a medida como uma "sabotagem" à cooperação entre as duas nações. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que as restrições de Washington interferem diretamente nos interesses de empresas asiáticas que atuam na ilha caribenha.
A nova rodada de sanções, anunciada na quinta-feira (5), concentra a pressão econômica nos setores de petróleo e de tecnologia em Cuba. A estratégia de Washington busca ampliar o cerco contra a economia do território cubano por meio de restrições comerciais específicas.
Pela primeira vez, a medida atinge diretamente duas companhias chinesas: a CEIEC e a Beijing H&C Technologies. Segundo o governo dos Estados Unidos, essas empresas estariam comercializando sistemas de segurança e materiais de defesa para o governo cubano.
Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou, em entrevista coletiva, que o país se opõe de modo veemente à interferência dos Estados Unidos na cooperação entre China e Cuba. O diplomata afirmou que Pequim não aceitará a sabotagem de seus acordos bilaterais.
Guo Jiakun também advertiu que o governo chinês adotará todas as medidas necessárias para salvaguardar os interesses de suas empresas que operam na ilha. A China busca proteger as atividades comerciais de seus grupos afetados pelas novas restrições de Washington.
O endurecimento das relações ocorre em um contexto de crise na ilha caribenha. Desde janeiro, o governo dos Estados Unidos impõe sanções e um bloqueio de petróleo contra Cuba, medida que tem paralisado a economia local.
A falta de recursos tem provocado consequências graves para a população cubana, como apagões generalizados e a escassez de produtos básicos. A instabilidade econômica reflete o impacto das medidas impostas pelo governo americano desde o início do ano.
O cenário de tensão diplomática é agravado por declarações do presidente americano, Donald Trump. O líder dos Estados Unidos chegou a insinuar a possibilidade de realizar uma intervenção militar para derrubar o Partido Comunista que governa o país.
