Saxofonista Marcelo Coelho relembra trajetória e descoberta da música na adolescência
Músico detalha como a persistência e a transição da clarineta para o saxofone moldaram sua carreira profissional.
Por Redação Diário Local
O saxofonista Marcelo Coelho relembrou como a descoberta da música e a escolha de seu instrumento principal foram marcadas pela persistência durante a adolescência. Em meados dos anos 80, após ser apresentado ao saxofone por um amigo, o músico iniciou um longo processo de formação que passou obrigatoriamente pela clarineta antes de consolidar sua carreira profissional.
O interesse pelo instrumento surgiu após o contato com um saxofone prateado, apresentado por um colega de escola. O desejo de seguir a carreira musical levou Coelho a realizar o processo seletivo para a Escola Técnica Federal do Espírito Santo (ETFES), instituição onde iniciou seus estudos formais e integrou a banda da escola.
Na instituição, o acesso ao saxofone não foi imediato e exigiu o cumprimento de critérios técnicos, como cursos de teoria e provas de classificação. Seguindo orientações do maestro, que defendia que o domínio da clarineta era um passo essencial para quem pretendia tocar saxofone, o músico iniciou os estudos no instrumento de sopro para construir sua base.
Mesmo obtendo notas altas nas avaliações, Coelho precisou respeitar o tempo de instrução na clarineta exigido pelas regras da banda. Durante esse período de preparação, ele participou de desfiles cívicos pelo interior do estado, tocando marchas e dobrados sob o sol do meio-dia.
Como ocorreu a transição para o saxofone?
Após dois anos dedicados à clarineta, o músico solicitou a troca de instrumento ao maestro, mas o pedido foi negado inicialmente. A orientação era que ele permanecesse no instrumento anterior por mais um ciclo de estudos, o que gerou um período de incerteza sobre sua continuidade na música.
A mudança definitiva só foi possível no terceiro ano de estudos, quando ocorreu a saída de um colega de banda. Aproveitando a vacância no naipe de saxofone, Coelho apresentou um novo argumento ao maestro, que finalmente autorizou a ocupação da vaga e a entrega do instrumento pelo antigo dono.
A transição para o saxofone marcou o início de uma trajetória de sucesso. Seis meses após assumir o instrumento prateado, Marcelo Coelho já atuava profissionalmente na área musical, consolidando a decisão tomada na adolescência.
Hoje, Coelho é mestre em Jazz Performance e doutor com pós-doutorado em processos criativos musicais. Com experiência internacional, o músico é educador, compositor e possui álbuns gravados no Brasil e na Europa.
