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Cachaça

Espírito Santo tem maior presença territorial de produtores de cachaça no Brasil

Estado tem estabelecimentos de produção em 52,6% dos municípios, segundo o Anuário da Cachaça 2026.

Por Redação Diário Local

O Espírito Santo possui a maior presença territorial de estabelecimentos ligados à elaboração de cachaça no Brasil. Com a celebração do Dia Nacional da Cachaça neste domingo (13), dados do Anuário da Cachaça 2026 revelam que a atividade está presente em 52,6% dos municípios capixabas.

Segundo o levantamento, que reúne dados referentes a 2025, dos 78 municípios do estado, 41 contam com ao menos um empreendimento registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O estado ocupa a segunda posição nacional em densidade cachaceira, mantendo um estabelecimento para cada 48.260 habitantes.

Apenas o estado de Minas Gerais apresenta uma proporção maior de unidades em relação à população, com um estabelecimento para cada 37.806 moradores. No Espírito Santo, o setor conta com 85 estabelecimentos cadastrados no Mapa, o que inclui produtores, padronizadores, envasadores e atacadistas.

Qual é o principal polo produtor no Espírito Santo?

O município de São Roque do Canaã se destaca como o principal polo capixaba, reunindo 13 estabelecimentos, o que equivale a 15,3% do total do estado. A cidade figura entre as 22 cidades com maior densidade do setor no Brasil, ocupando a décima posição no ranking nacional, com um estabelecimento para cada 867 habitantes.

A produção capixaba também tem alcançado o mercado de luxo e o exterior. Em Linhares, o Alambique Princesa Isabel investiu cerca de R$ 3 milhões para modernizar sua unidade e ampliar a lavoura. Com a expansão, a capacidade anual de produção saltou de 38 mil para 72 mil litros, um crescimento de aproximadamente 89,5%.

A marca de Linhares já exporta para os Estados Unidos e países europeus, como Inglaterra e Itália, e trabalha na etapa final de homologação para iniciar vendas na China. O foco na qualidade, como o uso de cana-de-açúcar colhida no próprio cultivo para garantir o frescor, tem permitido o acesso a segmentos de alto padrão.

Quais são os principais desafios para os produtores?

Apesar do crescimento, o setor monitora com cautela os efeitos da reforma tributária. Existe uma preocupação com a aplicação do Imposto Seletivo, o chamado "imposto do pecado", que pode atingir produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

De acordo com gestores do setor, uma tributação elevada pode impactar produtores de pequeno porte, incentivando a informalidade ou o fechamento de empresas. Além disso, o endividamento de famílias e o cenário econômico de 2026 têm exigido projeções financeiras mais conservadoras para enfrentar possíveis turbulências.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.