Cantora Natashha Maria lança EP 'Pitanga' inspirado em suas raízes e no Clube da Esquina
Trabalho novo marca o quinto título da discografia da cantora e compositora de Três Pontas, com foco na brasilidade.
Por Redação Diário Local
A cantora e compositora Natashha Maria lança, nesta terça-feira (8), o EP 'Pitanga', seu quinto trabalho de discografia. O projeto é descrito pela artista como um reencontro com sua essência e com a música brasileira.
Natural de Três Pontas, no Sul de Minas, Natashha traz no novo EP cinco faixas. O trabalho inclui as canções 'Pitanga' e 'Pro meu amor que vai chegar', de sua autoria, além de 'Bom demais', 'Chega mais' e 'Recado', feitas em parceria com Thales Mendonça.
O título do EP faz referência a uma pitangueira que ficava no quintal da casa de sua avó, servindo como um elo com suas memórias de infância e com o gosto musical formado por artistas como Gal Costa, Caetano Veloso e Fagner.
Referências musicais e sonoridade
A sonoridade de 'Pitanga' busca inspiração na psicodelia e na canção popular dos anos 1970. Para criar a ambiência de gravações analógicas da época, o arranjo utiliza elementos como violões, metais, teclas e bateria.
Natashha cita influências de grupos como Mutantes e Novos Baianos, além de nomes da soul music brasileira, como Tim Maia e Tony Tornado. A faixa 'Chega mais' traz o uso de sintetizadores, refletindo o interesse da cantora por Rita Lee, enquanto 'Bom demais' possui referências da lambada.
A canção 'Recado' foi classificada pela artista como uma marchinha melancólica, remetendo aos carnavais de sua infância.
Trajetória e conexão com o Clube da Esquina
A carreira de Natashha Maria começou em 2004, com o EP 'Tempo', lançado após sua formação no Conservatório Heitor Villa-Lobos, em Três Pontas. Após se mudar para São Paulo, a cantora emplacou o sucesso 'Embalo' em rádios e no Top 10 da MTV.
A ligação com o Clube da Esquina é um ponto central de sua história. A artista participou de produções de Milton Nascimento, como o álbum 'Pietá', lançado em 2002, e o disco '...E a gente sonhando', de 2010.
Para a cantora, a vivência em Três Pontas é fundamental para sua identidade musical. Ela destaca que cresceu em uma cidade onde figuras como Milton Nascimento e Wagner Tiso fazem parte da história e da memória afetiva local.
