Pato Fu faz show gratuito em Juiz de Fora neste sábado (29) com repertório de 30 anos atrás
Apresentação faz parte do Festival Laços e celebra os 30 anos do álbum “Gol de quem?” na Praça Tarcísio Delgado
Por Redação Diário Local
A banda Pato Fu realiza um show gratuito neste sábado (29), em Juiz de Fora, com um repertório baseado na turnê de 30 anos do álbum “Gol de quem?”. A apresentação ocorre na Praça Tarcísio Delgado, como parte do Festival Laços.
O evento celebra os 120 anos da Drogaria Araujo e contará com a participação das bandas Trupicada, Duo Arcovento e Samba de Colher. A programação inclui ainda uma intervenção de circo do grupo Lá na Lona e um espaço dedicado ao público infantil.
O álbum “Gol de quem?”, segundo o músico John Ulhoa, responsável pela guitarra e vocais, foi o segundo trabalho de estúdio da banda e foi o marco de sua projeção no cenário nacional. Na turnê atual, o grupo busca resgatar canções que faziam parte do "lado B" do disco e que não eram apresentadas há décadas.
O repertório e a trajetória da banda
Entre as músicas que permanecem no repertório da banda está o sucesso “Sobre o tempo”. Já faixas como “Vida imbécil”, marcadas por críticas e ironia, voltam aos palcos nesta celebração, gerando reação do público que não as ouvia ao vivo há muito tempo.
Com 34 anos de história e 13 álbuns lançados, o Pato Fu mantém sua formação original, composta por John Ulhoa, Fernanda Takai, no violão e vocais, e Ricardo Koctus, no baixo. O músico afirma que o respeito mútuo e a busca por projetos em comum sustentam a longevidade do grupo.
A trajetória da banda também é marcada por experimentações, como o projeto “Música de brinquedo”, lançado em 2010, que utiliza instrumentos infantis para tocar clássicos da música nacional e internacional.
A visão sobre o mercado musical
John Ulhoa também comentou sobre as diferenças entre a cena musical da década de 1990, quando a banda ganhou espaço, e o cenário atual. Para o músico, a influência das redes sociais e a busca por atender aos algoritmos de plataformas digitais preocupam o processo criativo.
Ele defende a elaboração de álbuns com conceitos pensados pelos artistas, algo que considera uma "arte perdida" devido às pressões do mercado moderno. Sobre a atual dinâmica de autopromoção nas redes, o músico ressaltou que o grupo tenta se adaptar sem comprometer seus ideais artísticos.
