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Paula Fernandes retorna à Festa do Peão de Barretos após dez anos e fala sobre presença feminina no sertanejo

Cantora celebra 30 anos de carreira com show no palco Amanhecer e destaca que mulheres ainda são minoria em eventos.

Por Redação Diário Local

A cantora Paula Fernandes retorna à Festa do Peão de Barretos nesta quinta-feira (27) após um hiato de dez anos no evento. A artista iniciará as atividades do rodeio cantando 'Ave Maria' montada a cavalo, momento que antecede o início das provas de montaria.

Na sexta-feira (28), Fernandes realiza uma apresentação solo no palco Amanhecer, um dos principais palcos da arena. O show celebra os 30 anos de carreira da cantora, seu novo álbum, intitulado '30 & Poucos Anos', e também marca a comemoração de seus 42 anos de idade.

Em entrevista concedida por videoconferência, a cantora relembrou sua trajetória, que começou na infância no interior de Minas Gerais e passou por apresentações em botecos até o estrelato em 2011. Naquele ano, ela foi a artista mais tocada nas rádios brasileiras e alcançou a marca de 1,6 milhão de discos vendidos no país.

Como é a presença feminina no sertanejo?

Paula Fernandes apontou que, apesar da evolução do setor, as mulheres ainda ocupam um espaço reduzido nas programações de grandes festivais. Segundo a artista, a proporção de mulheres na sexta-feira (28) é de apenas 13,6%, com três mulheres entre os 22 artistas escalados para o dia.

Ao analisar a programação completa dos seis dias de evento em Barretos, a cantora destacou que a participação feminina é de 11,6%. Ela ressaltou que, embora o movimento 'feminejo' tenha trazido avanços, a disparidade de gênero em relação aos artistas masculinos ainda é evidente.

A artista também comentou sobre as dificuldades logísticas que enfrentou no início da trajetória, como a necessidade de infraestrutura básica para mulheres, como espelhos e banheiros adequados em camarins. Ela afirmou que, atualmente, celebra o fato de novas gerações, como Ana Castela, não enfrentarem os mesmos julgamentos e boatos que marcaram seu começo.

Por que a cantora mudou o ritmo de trabalho?

Sobre a intensidade da carreira, Fernandes explicou que buscou um novo equilíbrio após períodos de rotina exaustiva. Em seu auge, a cantora chegava a realizar até 220 shows por ano, ritmo que considerou humanamente impossível de manter ao longo de toda a vida.

A cantora afirmou que o momento atual prioriza a "velocidade de cruzeiro", conciliando a vida profissional com o tempo para a vida pessoal e para a composição de novas músicas. Ela destacou que a tradição de cantar 'Ave Maria' montada a cavalo, que retoma nesta quinta-feira (27), possui um forte valor afetivo e espiritual para a abertura das provas de montaria.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.